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Pix entra em nova fase e muda a forma como negócios cobram e se relacionam com clientes

Com o avanço do Pix Automático, setores como saúde, varejo e marketplaces devem repensar cobranças recorrentes e a experiência oferecida ao consumidor
Victor Papi Ramos, General Manager da Transfeera

Cinco anos após seu lançamento, o Pix inicia uma nova fase. Depois de revolucionar os pagamentos instantâneos no Brasil, o sistema agora amplia seu potencial com funcionalidades voltadas à experiência do usuário e à automação financeira.

Segundo dados do Banco Central, o Pix já acumula mais de 196,2 bilhões de transações desde seu lançamento em 2020, com R$ 84,9 trilhões movimentados até setembro de 2025, volume equivalente a mais de sete vezes o PIB brasileiro.

Apenas em 2025, foram quase 80 bilhões de operações e 178 milhões de usuários ativos, o que representa 83,4% da população do país. Com a consolidação do Pix Automático, essa trajetória de crescimento tende a se intensificar, reforçando o papel da ferramenta na transformação da relação entre empresas e consumidores.

“O Pix já não representa apenas velocidade. Hoje, ele faz parte da estratégia das empresas para oferecer experiências mais simples, fluidas e eficientes aos seus clientes. A evolução do sistema abre espaço para novos modelos de cobrança, pagamento e relacionamento, capazes de gerar ganhos tanto para o consumidor, quanto para o negócio”, afirma Victor Papi, General Manager da Transfeera.

Entre as principais tendências de evolução do Pix está a expansão das jornadas de pagamento recorrentes, representadas pelo Pix Automático. Com ele, empresas de segmentos como saúde, seguros, varejo, marketplaces e plataformas digitais poderão oferecer uma alternativa prática ao cartão de crédito para cobranças periódicas, reduzindo atritos na experiência do cliente e ampliando as possibilidades de pagamento.

Além disso, a modalidade amplia o acesso de consumidores que não possuem cartão de crédito ou têm acesso limitado aos serviços financeiros tradicionais, promovendo maior inclusão financeira e permitindo que as empresas alcancem um público ainda mais amplo para esse tipo de cobrança recorrente. Ao mesmo tempo, recursos como o Pix por aproximação e a integração com o Open Finance devem tornar as transações ainda mais rápidas, intuitivas e acessíveis.

“Cada etapa eliminada durante o pagamento reduz a chance de abandono e melhora a experiência do usuário. O desafio das empresas deixa de ser apenas disponibilizar o Pix e passa a ser incorporá-lo de forma inteligente às jornadas dos clientes, tornando o processo quase imperceptível”, explica o executivo.

Além da experiência do consumidor, a maturidade do Pix também impulsiona uma transformação na gestão financeira das empresas. A confirmação instantânea dos pagamentos, aliada à integração com sistemas de gestão e plataformas especializadas, permite automatizar conciliações, acompanhar recebimentos em tempo real e gerar informações mais precisas para a tomada de decisão. Na prática, isso significa operações mais eficientes e maior capacidade para escalar processos sem comprometer a qualidade da experiência oferecida ao cliente.

“O futuro do Pix está na inteligência construída sobre essa infraestrutura. Quanto mais conectados estiverem os pagamentos aos sistemas e às estratégias das empresas, maior será o potencial para criar jornadas mais eficientes, fortalecer o relacionamento com o consumidor e impulsionar novos modelos de negócio”, finaliza Papi.

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