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BTG lança ETF para investir em ativos ligados à Amazônia

Novo ETF do BTG é o primeiro a receber o selo Amazônia Para Todos, do Grupo BID, e busca ampliar o financiamento de projetos na Amazônia Legal

A BTG Pactual Asset Management lançou o AMAB11, ETF que permite ao investidor acessar, por meio da Bolsa, uma carteira formada por ativos relacionados à Amazônia Legal. Com investimento a partir de aproximadamente R$ 10, o produto combina títulos privados e públicos e pretende estimular o desenvolvimento de uma nova frente de financiamento para a região pelo mercado de capitais.

O fundo foi desenvolvido no âmbito da iniciativa Amazônia Para Todos, do Grupo Banco Interamericano de Desenvolvimento (Grupo BID), e é o primeiro ETF a receber o selo do programa.

A carteira do AMAB11 é dividida em três grupos de ativos: Amazon Bonds alinhados às diretrizes desenvolvidas pelo Grupo BID, debêntures emitidas por companhias com atuação relevante na Amazônia Legal e títulos públicos federais brasileiros.

O desenho permite que o ETF tenha uma carteira diversificada desde seu lançamento, mesmo enquanto o mercado específico de Amazon Bonds ainda está em desenvolvimento.

Atualmente, o universo disponível para a composição da carteira inclui debêntures de aproximadamente 20 emissores e dois Amazon Bonds. Conforme novos títulos enquadrados nessa categoria forem emitidos, eles poderão ser incorporados ao índice de referência do AMAB11.

A expectativa é que o crescimento desse mercado ajude a direcionar recursos para atividades consideradas estratégicas para o desenvolvimento da Amazônia Legal, incluindo energia, saneamento, telecomunicações, saúde e educação.

O AMAB11 segue as Diretrizes para Emissão de Títulos Amazônia, desenvolvidas pelo Grupo BID para estabelecer critérios de elegibilidade, transparência e divulgação de informações para instrumentos financeiros destinados à região amazônica da América Latina.

A BTG Asset será responsável pela gestão e pelo acompanhamento dos ativos da carteira. O Grupo BID concede o selo Amazônia Para Todos ao produto, mas não participa das decisões de investimento, da administração do ETF nem oferece garantia sobre seu desempenho.

Segundo Ilan Goldfajn, presidente do Grupo BID, a estrutura busca ampliar a participação de pequenos investidores no financiamento de projetos relacionados à região amazônica.

“Agora, qualquer investidor, com apenas R$ 10,00, poderá contribuir diretamente e ser dono de parte de projetos de desenvolvimento na Amazônia”, afirmou.

O ETF terá rebalanceamento trimestral e taxa de administração de 0,40% ao ano. A liquidação ocorre em D+1.

Como fundo de índice negociado em Bolsa, o AMAB11 também não possui come-cotas nem incidência de IOF e prevê tributação de 15% sobre os ganhos de capital, conforme as regras aplicáveis ao produto.

O lançamento ocorre enquanto o mercado brasileiro de ETFs amplia sua participação entre os investidores. A indústria já ultrapassou R$ 120 bilhões em patrimônio e se aproxima de 1 milhão de participantes.

Dentro desse mercado, a própria BTG Pactual Asset acelerou sua expansão. A plataforma de ETFs da gestora passou de aproximadamente R$ 1 bilhão em ativos sob gestão em dezembro de 2024 para mais de R$ 20 bilhões em junho de 2026. A base alcançou mais de 100 mil investidores.

Para Rubens Henriques, CEO da BTG Pactual Asset Management, o novo fundo aproxima o mercado de capitais das necessidades de financiamento da região.

“O AMAB11 reflete o papel da BTG Asset de liderar e inovar na indústria de investimentos na América Latina”, afirmou. Segundo o executivo, a estratégia procura combinar potencial de retorno e impacto em um instrumento acessível aos investidores.

Além da exposição imediata aos ativos existentes, uma das propostas do AMAB11 é contribuir para aumentar a demanda por Amazon Bonds. A entrada automática de novos títulos elegíveis no índice de referência pode criar um mercado comprador adicional e incentivar empresas, instituições financeiras e governos a estruturarem novas emissões.

Para Mariana Oiticica, sócia responsável por Impact Strategies do BTG Pactual, o desenvolvimento desse mercado depende da criação de instrumentos capazes de alcançar escala sem abandonar critérios claros de seleção.

“O AMAB11 foi estruturado justamente para contribuir com essa evolução, transformando diretrizes reconhecidas internacionalmente em uma solução acessível aos investidores e fortalecendo o papel do mercado de capitais na agenda de desenvolvimento da Amazônia”, afirmou.

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