O Ibovespa encerrou esta terça-feira (18) em queda de 0,27%, aos 166.334,86 pontos, ampliando para 11 a sequência de sessões negativas. O dólar à vista avançou 0,40%, a R$ 5,2216. A alta da Petrobras, favorecida pelo petróleo acima de US$ 91, ajudou a limitar as perdas do principal índice da B3.
O mercado doméstico manteve cautela diante das incertezas fiscais e políticas, além do noticiário corporativo. Entraram no radar os pedidos de recuperação judicial da Casas Bahia (BHIA3) e da Braskem Idesa, subsidiária mexicana da Braskem (BRKM5), nos Estados Unidos. Notícias sobre o avanço da PEC que prevê o fim da escala 6×1 no Senado também repercutiram durante o pregão.
Entre as ações de maior peso, Petrobras acompanhou a valorização do Brent: PETR3 subiu 0,15%, a R$ 47,53, e PETR4 avançou 0,31%, a R$ 42,60. Vale (VALE3) teve leve alta de 0,06%, a R$ 71,45. Na ponta negativa, C&A (CEAB3) caiu 5,87%, enquanto Hapvida (HAPV3) liderou os ganhos, com avanço de 3,04%.
O ambiente externo também aumentou a aversão ao risco. Wall Street fechou no vermelho em meio à pressão sobre as ações de tecnologia, à alta do petróleo e ao avanço dos rendimentos dos Treasuries. O S&P 500 caiu 0,69%, o Nasdaq recuou 1,33% e o Dow Jones perdeu 0,22%.
As tensões entre Estados Unidos e Irã permaneceram no radar e ajudaram a manter o Brent acima de US$ 91. A combinação de juros longos elevados nos EUA, incertezas geopolíticas e preocupações com o quadro fiscal brasileiro mantém a pressão sobre ativos de risco e ajuda a explicar a sequência negativa do Ibovespa.









