Um grupo de hackers reivindicou a exposição de dados de clientes da Revolut e publicou uma exigência de US$ 3 milhões para não comercializar as informações. A fintech, entretanto, afirma não ter recebido qualquer contato direto ou pedido de resgate desde que identificou o incidente, há quase uma semana.
A ameaça foi publicada em um site atribuído ao grupo, que estabeleceu prazo de 24 horas para o pagamento. Segundo relato do Financial Times, os responsáveis alegam possuir informações confidenciais obtidas no episódio e ameaçam vendê-las caso a quantia não seja transferida.
A Revolut informou inicialmente, em 12 de setembro, que um “número limitado” de clientes havia sido afetado. Estima-se que aproximadamente 680 contas estejam envolvidas, embora a companhia não tenha confirmado publicamente esse número como dimensão definitiva do incidente.
Segundo a fintech, o episódio não resultou em invasão de seus sistemas internos nem comprometeu recursos mantidos pelos clientes. A empresa classificou o caso como um “golpe sofisticado de falsa identidade externa”, envolvendo um terceiro não autorizado.
A fraude teria utilizado um domínio legítimo de e-mail governamental para aumentar a aparência de autenticidade da comunicação. Após identificar o problema, a Revolut afirmou ter bloqueado o endereço envolvido e comunicado autoridades e forças de segurança.
A companhia também informou que entrou em contato e ofereceu suporte aos clientes afetados. Até o momento, não há indicação divulgada pela empresa de que os responsáveis tenham conseguido movimentar recursos das contas em decorrência do incidente.
A reivindicação feita pelos hackers também não significa, por si só, que o grupo tenha efetivamente obtido todos os dados que afirma possuir. A Revolut sustenta que não houve contato direto dos supostos responsáveis e mantém a posição de que sua infraestrutura e os fundos dos clientes não foram comprometidos.
O episódio ocorre durante uma fase de expansão da fintech britânica. Avaliada em US$ 115 bilhões em julho, a Revolut possui mais de 80 milhões de clientes globalmente e estabeleceu como meta alcançar 100 milhões.
Os Estados Unidos estão entre os mercados considerados estratégicos para essa expansão. No início de setembro, a companhia recebeu aprovação condicional para operar como banco nacional no país, ampliando sua presença em um dos maiores mercados financeiros do mundo.










