O Citi elevou de US$ 23 para US$ 25 o preço-alvo do ADR da XP e manteve a recomendação de compra para o papel. O novo valor representa potencial de valorização de 23,57% em relação ao fechamento de segunda-feira (28), segundo os cálculos do banco.
A revisão ocorreu mesmo sem mudanças relevantes nas projeções de lucro para 2026 e 2027. O principal fator para a elevação do preço-alvo foi uma avaliação mais favorável da relação entre risco e potencial de retorno da XP.
Os analistas Gustavo Schroden, Arnon Shirazi e Brian Flores apontam que um ambiente de juros mais baixos no Brasil pode favorecer os negócios da companhia. A XP possui exposição significativa ao mercado de capitais, segmento que tende a ganhar atividade quando as condições financeiras se tornam mais favoráveis.
O Citi também destaca a possibilidade de aceleração da captação líquida orgânica, medida pelo NNM, indicador que acompanha a entrada de novos recursos financeiros na plataforma. Um avanço nessa frente poderia ampliar a base de ativos administrados e contribuir para o crescimento das receitas.
Outro ponto considerado pelo banco são os ganhos de eficiência. A avaliação é que avanços operacionais podem favorecer a expansão das margens, mesmo com as estimativas de lucro para os próximos dois anos praticamente inalteradas.
O relatório ainda cita como possíveis catalisadores maiores retornos de capital aos acionistas, seja por meio de dividendos ou recompra de ações. Esses fatores, combinados à perspectiva de melhora do ambiente econômico, sustentaram a revisão do preço-alvo para US$ 25.
A recomendação e o preço-alvo representam a avaliação dos analistas do Citi e não constituem garantia de valorização. O desempenho do ADR continuará sujeito às condições do mercado, à execução da estratégia da XP e ao comportamento da economia brasileira.










