O Banco XP passou a utilizar um novo modelo para transferências internacionais que promete reduzir o tempo das operações e ampliar a transparência sobre custos, prazos e andamento dos pagamentos. Nas primeiras transações realizadas pela instituição, os recursos chegaram ao destino em aproximadamente um minuto.
A mudança ocorre com a implementação do Swift payments scheme na operação de câmbio da XP. O banco integra um grupo de cerca de 100 instituições participantes da iniciativa desenvolvida pela Swift, rede global de comunicação financeira presente em mais de 200 países e territórios.
Inicialmente, a solução está disponível para transferências realizadas por pessoas físicas de até US$ 1 mil. A XP prevê ampliar gradualmente os limites, os públicos atendidos e os horários disponíveis para processamento das operações. A infraestrutura global utilizada na implementação é fornecida pelo J.P. Morgan Payments.
Além da velocidade, a proposta busca enfrentar uma dificuldade recorrente nos pagamentos internacionais: a falta de previsibilidade sobre o valor final, as tarifas envolvidas, o prazo de conclusão e a confirmação da chegada dos recursos ao beneficiário.
Segundo dados da Swift, 75% das transações realizadas por sua rede chegam ao banco destinatário em até dez minutos. A transferência mais rápida registrada no projeto até agora, realizada entre Turquia e Espanha, foi concluída em 15 segundos.
A velocidade dentro da rede, porém, não significa necessariamente que o dinheiro estará disponível imediatamente para o beneficiário. Cerca de 80% do tempo total de uma transação internacional típica é consumido na chamada “última milha”, etapa entre a chegada do pagamento ao banco doméstico e o crédito efetivo na conta do cliente. Uma das metas do novo modelo é reduzir essa diferença.
A implementação ocorre em um momento de expansão da área de câmbio da XP. Em cinco anos, a operação passou a registrar uma média mensal de 70,5 mil transações, movimentando aproximadamente R$ 12,3 bilhões por mês. Entre 2023 e 2025, o número de contratos cresceu a uma taxa composta anual de 30%.
Segundo Thiago Gama, head de Câmbio da XP, a evolução dos pagamentos internacionais não depende apenas da redução do tempo necessário para concluir as operações. Para o executivo, clientes também precisam ter acesso antecipado às informações sobre custos, valores, prazos e status das transferências.
A Swift também destaca a previsibilidade como um dos principais objetivos da iniciativa. De acordo com Fedra Ware, head da companhia para América Latina e Caribe, a adoção do novo esquema busca aproximar a experiência das transferências internacionais daquela encontrada em pagamentos domésticos, com maior clareza sobre custos, velocidade e entrega dos recursos.
Com a implementação, a XP pretende ampliar gradualmente o alcance do serviço. A evolução dos limites e dos públicos atendidos determinará a escala que o novo modelo poderá alcançar dentro de uma operação de câmbio que já movimenta mais de R$ 12 bilhões por mês.









