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Shell converte 1,23 bilhão de ações da Raízen

Raízen informa conversão de ações pela Shell. Acionista passa a deter 50% dos papéis preferenciais, sem alterar sua participação econômica

A Shell modificou a composição de sua participação acionária na Raízen (RAIZ4) ao converter aproximadamente 1,23 bilhão de ações ordinárias em preferenciais. A operação, comunicada ao mercado na quinta-feira (29), não envolveu compra ou venda de papéis e preservou a participação total da companhia no capital da produtora de açúcar, etanol e energia.

Foram convertidas exatamente 1.233.921.244 ações, na proporção de uma ação ordinária para uma preferencial. O procedimento foi realizado conforme as disposições previstas no estatuto social da Raízen, sem alteração da quantidade total de títulos pertencentes à Shell.

Com a mudança, a participação da acionista nas ações ordinárias, que conferem direito de voto nas assembleias, passou de 50% para 42,05%. Em contrapartida, sua fatia nas ações preferenciais aumentou de 4,49% para 50% do total dessa espécie.

A Shell passou a deter 3.262.865.048 ações ordinárias e 1.294.732.069 preferenciais. Somadas, as duas posições representam 4.557.597.117 ações, equivalentes a 44,04% do capital social da Raízen, percentual que permaneceu inalterado.

A companhia esclareceu que a conversão também não modificou a participação econômica da acionista. Isso significa que a operação alterou a distribuição dos títulos entre as diferentes espécies de ações, mas não representou um novo aporte financeiro nem a redução do investimento total da Shell na empresa.

A movimentação ocorre durante a reorganização financeira e societária da Raízen, que está implementando medidas previstas em seu plano de recuperação extrajudicial. O processo inclui mudanças na estrutura de capital e a preparação de novas emissões de ações para viabilizar a capitalização da companhia.

Entre as propostas submetidas aos acionistas está a criação de uma nova classe de ações preferenciais, denominada classe B. As atuais ações preferenciais passarão a ser identificadas como classe A, enquanto a companhia também pretende instituir um programa de units, certificados que reúnem diferentes espécies de ações.

O aumento de capital previsto pela Raízen contempla a emissão de ações ordinárias e preferenciais classe B ao preço de R$ 0,25 por papel, além de units compostas por uma ação ordinária e uma preferencial classe A, ao preço de R$ 0,50 por certificado. A operação permanece condicionada às aprovações societárias necessárias.

As propostas fazem parte da execução do plano de reestruturação financeira da companhia, que busca reorganizar suas obrigações e sua estrutura patrimonial. A conversão realizada pela Shell, entretanto, é uma operação distinta do aumento de capital e não deve ser interpretada como entrada de novos recursos no caixa da Raízen.

Para os investidores, a principal mudança anunciada está na composição das ações detidas por uma das controladoras. A participação econômica total da Shell permanece a mesma, enquanto os efeitos da reorganização mais ampla dependerão das deliberações dos acionistas e da implementação das etapas previstas no plano.

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