O Ibovespa encerrou esta terça-feira (3) em queda de 1,42%, aos 165.528,92 pontos, acumulando a sexta sessão consecutiva de perdas em meio às incertezas sobre a política econômica do próximo governo Lula. O dólar avançou 0,79%, cotado a R$ 5,4872, no maior nível desde dezembro de 2025. O cenário foi influenciado pela piora das expectativas fiscais e pelo Relatório Focus, que elevou as projeções de inflação para 2026, de 5,19% para 5,22%, e para 2027, de 4,34% para 4,76%. Investidores também aguardam a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira (4), com expectativa de manutenção da Selic em 13,75% ao ano.
Entre as principais ações do índice, Vale (VALE3) recuou 2,85%, acompanhando a queda do minério de ferro, enquanto Petrobras registrou perdas de 3,65% (PETR3) e 3,79% (PETR4), pressionada pelo petróleo. O setor bancário também terminou em baixa, com recuo de 0,74% do Índice Financeiro. Cogna (COGN3) liderou as perdas, caindo 12,66% após rebaixamento de recomendação pelo Citi. Na ponta positiva, Natura (NATU3) avançou 4,32% e Embraer (EMBJ3) subiu 4,24%, favorecida pelo dólar valorizado e por novas encomendas de aeronaves.
No exterior, Wall Street encerrou sem direção única, com queda de 0,38% do Dow Jones e altas de 0,36% do S&P 500 e de 0,83% do Nasdaq. No Brasil, as atenções permanecem voltadas à decisão do Banco Central e às sinalizações do governo sobre o ajuste fiscal. A definição de medidas para controlar as despesas públicas e estabilizar a dívida será determinante para as expectativas dos investidores e o comportamento dos ativos brasileiros nos próximos pregões.









