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Raízen (RAIZ4) despenca na Bolsa e vai abaixo de R$ 0,90; o que está por trás da queda?

Queda das ações e pressão sobre dívidas elevam preocupação com a saúde financeira da Raízen

As ações da Raízen (RAIZ4) recuavam 2,27% por volta das 14h20 desta sexta-feira (10), cotadas a R$ 0,86, acumulando queda de quase 60% em 2025. O movimento reflete a preocupação do mercado com a rápida queima de caixa da companhia e a percepção de que o aporte de R$ 10 bilhões feito pela Cosan (CSAN3) pode não ser suficiente para estabilizar as finanças.

Investidores também desmontaram posições em títulos de dívida externa da empresa, que registraram forte queda — o bond com vencimento em 2054 despencou 20% desde ontem e 30% desde quarta-feira, sendo negociado a cerca de 62,9% do valor de face. Nesse nível, o retorno supera 11%, patamar típico de ativos classificados como distress, que carregam risco de calote.

O cenário é agravado por um ambiente de aversão ao risco, com reflexos dos problemas da Braskem (BRKM5) e especulações sobre possível recuperação judicial da Ambipar (AMBP3). “A máxima too big to fail talvez não seja mais verdadeira”, disse um operador ao Broadcast.

Apesar de a Cosan ter afirmado que o aporte será usado apenas para fortalecer sua própria estrutura de capital, o mercado aposta que parte dos recursos poderá ser direcionada à Raízen, caso a situação financeira da companhia continue se deteriorando.

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