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Bank of America lista sete empresas brasileiras com fundamentos sólidos

Relatório do BofA destaca grupo de empresas brasileiras com retorno acima da Selic

Um grupo de sete empresas brasileiras tem se destacado no Ibovespa por apresentar elevada rentabilidade, fundamentos operacionais consistentes e capacidade de crescimento mesmo em um ambiente de juros elevados. Em relatório recente, o Bank of America passou a se referir a esse conjunto de companhias como as “Brazil’s Magnificent Seven”, em alusão às gigantes de tecnologia que lideram os ganhos em Wall Street.

Segundo o banco, essas empresas vêm conseguindo superar o alto patamar da taxa Selic com base em ganhos de escala, margens sólidas e modelos de negócios resilientes. A seleção reúne companhias de diferentes setores, como comércio eletrônico, bancos, indústria, aluguel de veículos e varejo farmacêutico, o que contribui para a diversificação do grupo dentro do mercado acionário brasileiro.

A análise foi apresentada em um momento em que o Ibovespa alcançou novas máximas históricas, acima dos 164 mil pontos. Para 2026, o BofA projeta que o índice possa oscilar entre 210 mil pontos em um cenário mais otimista e 130 mil pontos em um cenário adverso, a depender da avaliação dos investidores sobre a política fiscal do próximo ano.

Em encontro com jornalistas, David Beker, chefe de economia para o Brasil e estrategista para a América Latina do BofA, afirmou que o país não possui um setor de tecnologia comparável ao dos Estados Unidos, mas conta com empresas que historicamente apresentam bom desempenho mesmo em períodos de maior volatilidade. Ele destacou que, em termos de performance, essas companhias não diferem substancialmente das “Magnificent Seven” americanas, apesar das diferenças estruturais entre os mercados.

A lista elaborada pelo banco inclui MercadoLivre, Nubank, WEG, BTG Pactual, Raia Drogasil, Localiza e Itaú Unibanco. Para definir o grupo, o BofA avaliou critérios como retorno total acima da Selic, capitalização de mercado, liquidez dos papéis, relação entre preço atual e lucro esperado para os próximos 12 meses, crescimento de receita em quatro anos e retorno sobre o patrimônio projetado para os próximos três anos. A seleção final considerou a média de classificação nessas métricas.

De acordo com o relatório, os retornos dessas empresas superaram a taxa básica de juros em 19 dos últimos 26 anos, com desempenho inferior apenas em períodos específicos, como as crises de 2008 e 2015 e alguns ciclos de aperto monetário mais recentes. Ao ampliar a análise para um grupo de dez empresas, o BofA aponta que B3, Caixa Seguridade e Sabesp ficariam próximas de integrar o conjunto, mas acabaram ficando fora por apresentarem pontuações médias ligeiramente inferiores em alguns dos critérios avaliados.

‘Brazil’s Magnificent Seven’
Empresas Ticker Performance Capitalização (US$ bilhões) Turnover (US$ milhões) Índice Preço/Lucro próx 12m ROE
Mercado Livre MELI US 12% 109 986 68 38
Nubank NU US 17% 85 733 46 31
WEG WEGE3 BS 12% 36 69 30 28
BTG BPAC11 BS 32% 51 69 11 25
Itaú ITUB4 BS 31% 83 143 8 24
Raia Drogasil RADL3 BS 3% 8 36 32 21
Localiza RENT3 BS 3% 10 59 17 15

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