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Revista britânica avalia riscos institucionais de reeleição de Lula em 2026

Publicação estrangeira defende renovação política no Brasil às vésperas das eleições de 2026

Um editorial publicado pela revista britânica The Economist avalia que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não deveria disputar um novo mandato em 2026 em razão da idade. Segundo a publicação, candidaturas de políticos com mais de 80 anos podem representar riscos elevados à estabilidade política e institucional, ainda que envolvam lideranças experientes e com histórico de popularidade.

O texto compara o presidente brasileiro ao ex-presidente dos Estados Unidos Joe Biden, que desistiu da reeleição durante o ciclo eleitoral de 2024. A revista observa que Lula tem atualmente 80 anos e que, em caso de vitória em 2026, concluiria um eventual quarto mandato aos 85. O editorial afirma que fatores como experiência política e carisma não eliminariam os riscos associados ao avanço da idade.

A publicação afirma que o atual mandato de Lula foi marcado por tensões institucionais e disputas no cenário internacional, incluindo embates comerciais. Apesar disso, o editorial sustenta que a centralidade do presidente na política nacional limita a renovação de lideranças no país.

Segundo a revista, uma eventual nova campanha eleitoral também seria influenciada pela avaliação internacional sobre as políticas econômicas adotadas pelo governo e por episódios de corrupção ocorridos durante mandatos anteriores do presidente, que seguem presentes no debate público brasileiro.

O editorial menciona ainda o contexto político mais amplo, citando a condenação e prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro por conspiração relacionada a uma tentativa de golpe de Estado. O texto recorda que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, classificou o processo como injusto e chegou a anunciar tarifas punitivas contra produtos brasileiros, decisão posteriormente revertida.

A The Economist defende que o Brasil deveria passar por um processo de renovação política e observa que Lula havia afirmado durante a campanha eleitoral de 2022 que não pretendia disputar um quarto mandato. A revista ressalta, no entanto, que não identifica, até o momento, sinais claros de preparação de um sucessor no campo da esquerda ou do centro político.

No campo da direita, o editorial descreve uma disputa por espaço após a condenação de Bolsonaro, que, segundo a publicação, ainda mantém uma base relevante de apoio. O texto menciona a indicação do senador Flávio Bolsonaro como possível candidato presidencial e cita outros nomes cogitados, como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.

A revista conclui que as eleições de 2026 terão impacto decisivo sobre o futuro político do Brasil e afirma que o país poderia se beneficiar de uma liderança comprometida com equilíbrio institucional, preservação ambiental, combate ao crime organizado e respeito ao Estado de Direito e às liberdades civis.

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