A Compass Gás e Energia, controlada pela Cosan, está estruturando uma nova tentativa de abertura de capital que pode movimentar entre R$ 3,5 bilhões e R$ 5 bilhões, segundo informações apuradas no mercado. O volume estimado é considerado suficiente para atrair participação relevante de investidores estrangeiros, em um momento de maior fluxo de recursos para mercados emergentes.
A coordenação da oferta está sob responsabilidade do BTG Pactual, que se tornou sócio da Cosan no ano passado após liderar uma capitalização que alcançou R$ 10 bilhões. A estruturação do IPO ocorre em ritmo acelerado, com a intenção de aproveitar a atual janela de liquidez internacional.
O cenário externo tem sido favorável à entrada de capital estrangeiro no Brasil. Até o dia 18 deste mês, a B3 registrou ingresso líquido de R$ 34,4 bilhões de investidores internacionais no mercado acionário. Esse movimento amplia a base potencial de demanda para ofertas primárias de maior porte.
A operação também se insere em um processo mais amplo de reorganização financeira do grupo Cosan. A estratégia inclui ajustes na estrutura de capital e no perfil de endividamento, com foco em reduzir pressões sobre a Raízen, empresa do segmento de energia renovável controlada em parceria com a Shell.
Entre as iniciativas em discussão no mercado está um plano de capitalização da Raízen que pode envolver um aporte de R$ 1 bilhão por parte da Cosan, R$ 500 milhões do empresário Rubens Ometto, fundador do grupo, e aproximadamente R$ 1,5 bilhão provenientes da Shell, também acionista da companhia. A injeção de recursos busca fortalecer o balanço da empresa e ampliar a capacidade de investimento.
Caso confirmada, a oferta pública inicial da Compass poderá contribuir para reforçar o caixa da holding e ajustar sua alavancagem, ao mesmo tempo em que amplia a presença do grupo no mercado de capitais. A operação ocorre em um contexto de avaliação sobre custo de capital, acesso a financiamento e condições de mercado para empresas brasileiras em 2026.










