A prévia da inflação oficial, medida pelo IPCA-15, registrou alta de 0,84% em fevereiro, acelerando de forma significativa em relação ao resultado de janeiro, quando o índice havia avançado 0,20%. Apesar da elevação mensal mais intensa, a taxa acumulada em 12 meses apresentou desaceleração, passando de 4,50% para 4,10%.
O resultado superou as estimativas do mercado, que apontavam uma variação menor para o período. Ainda assim, a taxa registrada em fevereiro ficou abaixo da observada no mesmo mês do ano anterior, quando a inflação medida pelo IPCA-15 havia avançado 1,23%, indicando um comportamento menos pressionado na comparação interanual.
A dinâmica do mês reflete um padrão sazonal característico do início do ano, quando a inflação tende a acelerar em função de reajustes concentrados em determinados grupos de preços. Fevereiro, em particular, costuma ser marcado pelo impacto do início do ano letivo, com ajustes em mensalidades escolares e cursos.
Nesse contexto, o grupo de educação foi o principal responsável pela alta do índice no mês, ao registrar avanço de 5,20%. O resultado reflete reajustes aplicados em escolas, universidades e cursos diversos, movimento recorrente nesse período do calendário econômico.
Mesmo com a surpresa em relação às estimativas, o recuo da inflação acumulada em 12 meses mantém a atenção do mercado voltada para a trajetória dos preços e para o impacto da inflação sobre a taxa Selic, elemento central na avaliação do cenário econômico..
Os dados do IPCA-15 são utilizados como um termômetro antecipado da inflação oficial e costumam influenciar expectativas do mercado sobre a evolução dos preços ao consumidor, além de integrarem o conjunto de informações acompanhadas na formulação da política monetária.










