A atividade econômica brasileira cresceu 0,8% em janeiro de 2026 na comparação com dezembro, com ajuste sazonal, segundo o Índice de Atividade Econômica do Banco Central, o IBC-Br, divulgado nesta segunda-feira (16). O indicador, conhecido como prévia do PIB por monitorar mensalmente o desempenho da economia antes da divulgação oficial do Produto Interno Bruto pelo IBGE, superou as expectativas do mercado e reforça o quadro de atividade aquecida que o Copom terá em mãos ao decidir sobre a Selic nesta quarta-feira.
O resultado foi puxado pelo setor de serviços, que avançou 0,8%, e pela indústria, que cresceu 0,4%. O componente de impostos sobre produtos registrou alta de 0,5%. O único vetor negativo foi a agropecuária, com queda de 1,5% no período. Quando se exclui o desempenho do setor primário do cálculo, o indicador avança para 0,9%, sinalizando que o início de 2026 foi mais favorável para os demais segmentos da economia do que o número headline sugere.
Na comparação com janeiro de 2025, a atividade econômica cresceu 1%. No acumulado de 12 meses até janeiro, a alta foi de 2,3%, segundo o Banco Central. O trimestre encerrado em janeiro também registrou expansão de 0,8% em relação ao trimestre anterior, indicando que o momentum positivo da economia se manteve consistente no período mais recente.
O IBC-Br reúne dados de indústria, comércio, serviços e agropecuária para medir o ritmo da atividade de forma mais ágil do que o PIB oficial. Por utilizar um conjunto menor de informações e ser divulgado mensalmente, o índice funciona como termômetro antecipado da economia enquanto o dado definitivo ainda não foi publicado pelo IBGE. O resultado de janeiro chega num momento sensível para a política monetária: o Copom se reúne nesta segunda e terça-feira e anuncia sua decisão sobre a Selic na quarta, com o mercado dividido entre um corte de 0,25 ponto percentual e a manutenção da taxa em 15% diante do cenário inflacionário ainda pressionado pela guerra no Oriente Médio.









