O presidente da Confederação Nacional da Indústria, Ricardo Alban, afirmou ter se reunido pessoalmente com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), para repassar dados técnicos sobre os impactos econômicos da redução da jornada de trabalho. A movimentação ocorre em um momento em que a proposta de emenda constitucional que trata do fim da escala 6×1 avança na Câmara, com o presidente da Casa sinalizando a intenção de colocar o texto em votação em maio.
Alban declarou que se colocou à disposição dos parlamentares para contribuir com um debate aprofundado sobre o tema e alertou que, se conduzida de forma inadequada, a mudança pode causar graves problemas para a economia do país. O dirigente também afirmou que a CNI quer participar do processo de forma técnica e distante de interesses eleitorais, e destacou a importância de uma atuação responsável por parte de senadores e deputados na análise da matéria.
O setor empresarial manifesta preocupação com os custos que a eventual alteração da jornada acarretaria para empresas de diferentes portes, desde grandes corporações até pequenos negócios. A confederação avalia que uma mudança desse alcance exige análise criteriosa dos reflexos sobre a folha de pagamento, a competitividade e a geração de empregos no país antes de qualquer deliberação legislativa.
No próximo dia 24 de março, a CNI apresentará na Câmara dos Deputados a agenda legislativa da indústria para o ano, com os projetos considerados prioritários pelo setor para o período.










