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Mendonça prorroga por 60 dias inquérito sobre Master e BRB

A PF argumentou que ainda há extenso volume de material de buscas e quebras de sigilo a ser analisado

O ministro André Mendonça autorizou a extensão por 60 dias do inquérito que investiga suspeitas de fraudes na tentativa de compra do Banco Master pelo Banco de Brasília, atendendo a pedido da Polícia Federal. A prorrogação foi justificada pela necessidade de conclusão de diligências consideradas indispensáveis para o esclarecimento dos fatos, e investigadores ouvidos pela reportagem indicam que Mendonça sinalizou disposição para estender o prazo quantas vezes forem necessárias até o encerramento das apurações.

O volume de material acumulado nas investigações é o argumento central da PF para a extensão. Desde as fases anteriores da Operação Compliance Zero, buscas e apreensões e quebras de sigilo geraram um conjunto extenso de evidências que ainda estão sendo processadas e analisadas pelos investigadores. O inquérito em questão foi o que desencadeou a primeira prisão de Daniel Vorcaro, em 17 de novembro do ano passado, quando o ex-banqueiro foi detido no Aeroporto de Guarulhos ao tentar embarcar para o exterior. A PF sustenta que ele tentava fugir do país; Vorcaro argumentou que o objetivo era encontrar investidores interessados em adquirir o Master.

Solto dez dias após a primeira detenção, o ex-banqueiro voltou a ser preso em 4 de março, em nova fase da operação, que também resultou na prisão de dois servidores do Banco Central suspeitos de vazar informações sigilosas ao banqueiro. O segundo mandado foi emitido após a PF encontrar no celular de Vorcaro mensagens que apontavam a intenção de forjar um assalto contra o jornalista Lauro Jardim, do jornal O Globo, e revelaram a existência de uma milícia privada chamada A Turma, mantida pelo ex-banqueiro para coagir e ameaçar desafetos.

Mendonça assumiu a supervisão do inquérito em fevereiro, depois que o ministro Dias Toffoli deixou a relatoria do caso em meio às revelações de que havia sido sócio de uma empresa que vendeu parte do resort Tayayá para um fundo vinculado a Vorcaro, situação que configurava conflito de interesse.

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