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Petrobras vai devolver diferença de preços do leilão de GLP após Lula chamar operação de cretinice

A decisão foi aprovada pela diretoria após análises econômicas e de risco e manifestações de reguladores e órgãos de defesa do consumidor

A Petrobras decidiu neutralizar os efeitos do leilão de gás liquefeito de petróleo realizado em 31 de março e devolverá aos distribuidores a diferença entre os preços cobrados no certame e o Preço de Paridade de Importação do período.

A decisão foi aprovada pela diretoria executiva da estatal nesta quinta-feira e ocorre dias após o presidente Lula afirmar publicamente que a operação seria anulada, classificando o episódio como uma “cretinice” que o governo não permitiria num momento de alta internacional dos combustíveis.

O leilão tinha registrado lances muito acima da tabela da própria Petrobras, o que sinalizava repasse de custos elevados ao consumidor final do botijão de gás, em pleno cenário de pressão inflacionária provocada pela guerra no Oriente Médio.

A reação pública do presidente acelerou a revisão interna da decisão pela companhia.

Na prática, a devolução será calculada com base na diferença entre o PPI divulgado pela Agência Nacional do Petróleo entre os dias 23 e 27 de março e os lances vencedores do leilão. A Petrobras garantiu que manterá a entrega integral dos volumes contratados, preservando a segurança do abastecimento de GLP no país.

Em paralelo, a estatal avalia aderir ao programa de subvenção ao GLP importado instituído pela Medida Provisória nº 1.349. Caso confirme a participação e os volumes do leilão estejam cobertos pela política, a Petrobras indicou que poderá devolver também os valores correspondentes ao subsídio, ampliando o alívio para os distribuidores e, por consequência, para o consumidor final.

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