Por Letícia Bogéa – Analista de Economia do Boletim Nacional
As tensões no Oriente Médio voltaram a pressionar os mercados globais ao elevar o preço do petróleo e aumentar as incertezas econômicas. Esse tipo de evento, no entanto, não é novo. E o mercado sempre fica “nervoso” quando algo “fora do comum” acontece. Mas vamos lembrar que é momentâneo.
Conflitos historicamente provocam oscilações nos ativos, especialmente por afetarem diretamente as expectativas de inflação e juros no mundo.
No curto prazo, a reação costuma ser de nervosismo. E é nesse momento que o mercado vai testar você, seu comportamento. Bolsas oscilam, alguns investidores reduzem exposição a risco e ativos ligados a commodities ganham força. Esse movimento gera volatilidade, mas não altera, por si só, os fundamentos de longo prazo das economias e das empresas. E é nisso que o investidor astuto/permanente deve focar: no longo prazo e na qualidade da carteira. Se ele focar nisso, não vai se deixar impactar por esses eventos, que – como citei no início do artigo – são momentâneos e sempre vão ocorrer.
No Brasil, dá para ver esse movimento na prática. O Ibovespa atingiu a faixa dos 195 mil pontos e reforçou apostas em novas máximas históricas. Empresas como a Petrobras avançaram acompanhando o preço do barril, mostrando como crises externas podem gerar impactos positivos em setores específicos da bolsa.
Para o investidor, o principal ponto é manter a estratégia. Eventos como guerras, sanções ou crises diplomáticas sempre vão surgir e gerar ruído no mercado. O diferencial está em como você reage a eles. Quem toma decisões baseadas apenas nesses movimentos tende a agir no momento errado. Já quem investe com base em planejamento, diversificação e visão de longo prazo atravessa esses períodos com mais estabilidade e consistência nos resultados.
E quando o mercado “grita” com quedas e oscilações, você recua ou presta atenção no que ele está mostrando? Momentos assim costumam abrir espaço para boas empresas negociadas a preços mais baixos (tanto na bolsa americana, com o S&P 500, quanto na brasileira, com o Ibovespa).
Gravem isso: uma carteira bem estruturada não depende de um cenário perfeito para funcionar, ela é construída justamente para resistir a momentos de incerteza.









