A B3 passou a operar, a partir de 20 de abril, com horário estendido para contratos futuros vinculados a criptomoedas e ao ouro, ampliando a janela diária de negociação para 11 horas contínuas. Com a mudança, os ativos passam a ser negociados das 9h às 20h, em uma tentativa de alinhar o mercado local à dinâmica internacional desses instrumentos.
A alteração abrange contratos futuros de Bitcoin, Ethereum, Solana e ouro, ativos que apresentam forte correlação com mercados globais e que operam, em sua maioria, de forma contínua fora do Brasil. A extensão do horário busca reduzir a defasagem na formação de preços e permitir ajustes mais imediatos às variações externas.
O movimento ocorre em um ambiente de aumento da demanda por instrumentos financeiros ligados a criptoativos e metais preciosos dentro de plataformas reguladas. Investidores institucionais e individuais têm buscado maior flexibilidade para gerenciar posições ao longo do dia, especialmente em ativos que respondem rapidamente a eventos internacionais.
Com mais tempo de negociação, o mercado tende a ampliar sua capacidade de reação a choques externos, como mudanças no cenário macroeconômico global, decisões de política monetária e episódios de volatilidade. No caso das criptomoedas, que operam 24 horas por dia no exterior, a medida reduz o intervalo entre a formação de preços internacionais e sua repercussão no mercado doméstico.
Para o ouro, tradicionalmente associado a estratégias de proteção em momentos de aversão ao risco, o novo horário amplia a possibilidade de ajuste de posições em tempo real diante de oscilações globais. Ainda assim, a extensão do pregão não garante aumento automático de liquidez, que dependerá da adesão dos participantes e da evolução do volume negociado.
A iniciativa segue tendência observada em outras bolsas internacionais, que têm ampliado seus horários de negociação para acompanhar o comportamento de investidores mais ativos e a crescente integração entre mercados financeiros globais.









