O Federal Reserve manteve a taxa básica de juros na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano pela terceira reunião consecutiva, decisão amplamente esperada pelo mercado. Apesar da manutenção, o encontro do Fomc foi marcado pelo maior nível de divergência interna desde 1992, segundo registros do próprio comitê.
A decisão contou com maioria favorável à manutenção dos juros, mas houve divisão em relação à comunicação adotada. Parte dos dirigentes apoiou a manutenção de sinalização sobre possíveis ajustes futuros na política monetária, enquanto outros se posicionaram contra esse viés. Entre os dirigentes regionais, Beth Hammack, Neel Kashkari e Lorie Logan divergiram da inclusão da indicação de flexibilização no comunicado.
Além disso, o diretor Stephen Miran votou por uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, repetindo posição adotada em reuniões anteriores. O comitê reiterou que futuras decisões dependerão da análise de dados econômicos, incluindo inflação, atividade e mercado de trabalho, além do equilíbrio de riscos.
No comunicado, o banco central afirmou que a atividade econômica segue em expansão a um ritmo considerado sólido. O mercado de trabalho apresentou estabilidade nos últimos meses, enquanto a inflação permanece elevada, influenciada, em parte, pela alta recente dos preços de energia. O Fed também destacou que os desdobramentos do conflito envolvendo o Irã aumentam o nível de incerteza sobre as perspectivas econômicas.









