
O Maranhão aparece em 2026 como o estado com a maior alíquota interna de ICMS do Brasil, segundo levantamento divulgado com base em dados do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz). O percentual de 23% coloca o estado isolado na liderança nacional da cobrança do imposto estadual sobre circulação de mercadorias e serviços.
O mapa comparativo das alíquotas mostra uma diferença significativa entre o Maranhão e parte das regiões Sul e Centro-Oeste, onde estados mantêm taxas menores. Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Espírito Santo, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul aparecem com as menores alíquotas do país, todas em 17%. A distância entre o Maranhão e esses estados chega a seis pontos percentuais.
No Nordeste, o Maranhão também lidera o ranking regional. O Piauí aparece em seguida, com 22,5%, enquanto Alagoas e Rio de Janeiro registram 22%. Bahia e Pernambuco têm alíquota de 20,5%, acima da média de diversos estados do Sul e Sudeste. Já a Paraíba, Minas Gerais, São Paulo e Amapá mantêm percentual de 18%.
O ICMS é um dos principais tributos estaduais e incide sobre produtos, combustíveis, energia elétrica, telecomunicações e diversos serviços. Na prática, a alíquota influencia diretamente o preço final pago pelo consumidor e também impacta custos operacionais das empresas.
O levantamento evidencia uma diferença tributária relevante entre estados brasileiros em 2026. Enquanto unidades federativas do Sul e parte do Centro-Oeste mantêm percentuais mais baixos, estados do Nordeste concentram algumas das maiores cobranças do país. Além do Maranhão e Piauí, Bahia, Alagoas e Pernambuco figuram entre os estados com taxas superiores a 20%.
Os dados utilizados no comparativo têm como base a tabela de ICMS de 2026 do Confaz, compilada em publicação compartilhada nas redes sociais pelo professor Lucas Silva.










