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Tesouro Reserva supera R$ 1 bilhão em duas semanas

Novo título do Tesouro Direto voltado para reserva de emergência alcança R$ 1,094 bilhão em apenas duas semanas

O Tesouro Direto alcançou a marca de R$ 1 bilhão em vendas com o novo Tesouro Reserva, aplicação criada para disputar espaço com produtos de liquidez diária voltados à reserva de emergência.

Lançado em 11 de maio, o título acumulou R$ 1,094 bilhão em investimentos até a última segunda-feira (25), tornando-se o segundo papel mais vendido do Tesouro Direto em volume financeiro no período.

Os dados mostram uma rápida adesão dos investidores ao novo produto, que permite aplicações e resgates 24 horas por dia, sete dias por semana, incluindo finais de semana e feriados — característica inédita entre os títulos públicos brasileiros.

Desde a estreia, o Tesouro Reserva atraiu, em média, aproximadamente R$ 100 milhões por dia.

O desempenho ficou atrás apenas do Tesouro Selic, que somou R$ 1,9 bilhão em vendas no mesmo intervalo.

Na sequência aparecem o Tesouro IPCA+, com R$ 1,016 bilhão, e o Tesouro Prefixado, com R$ 836 milhões.

Outros papéis tiveram volumes menores no período. O Tesouro Renda+ registrou R$ 283 milhões em vendas, enquanto o Tesouro IPCA+ com juros semestrais movimentou R$ 211 milhões. Já o Tesouro Prefixado com juros semestrais alcançou R$ 175 milhões e o Tesouro Educa+ ficou em R$ 84 milhões.

Mesmo com a forte procura, o Tesouro Reserva ainda está disponível apenas para clientes do Banco do Brasil.

A B3 já abriu o processo de cadastramento para que outras instituições financeiras passem a oferecer o produto, mas a integração ainda depende de adaptações tecnológicas nos sistemas bancários.

O novo título foi desenhado para competir diretamente com alternativas de curto prazo usadas para reserva de emergência, como cofrinhos digitais, fundos DI, CDBs com liquidez diária e a própria caderneta de poupança.

Entre os principais diferenciais estão o investimento mínimo de R$ 1, liquidez contínua e rentabilidade equivalente a 100% da Selic.

Além disso, aplicações de até R$ 10 mil ficam isentas da taxa de custódia de 0,2% ao ano cobrada pela B3.

O produto também se torna mais competitivo em aplicações acima de 30 dias, período após o qual deixa de incidir IOF sobre os rendimentos.

O Imposto de Renda continua sendo aplicado sobre os ganhos, seguindo a tabela regressiva padrão dos investimentos de renda fixa.

A rápida captação reforça a estratégia do Tesouro Nacional de ampliar o acesso de pequenos investidores aos títulos públicos e disputar espaço em um segmento dominado por produtos bancários tradicionais.

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