O Ibovespa encerrou esta terça-feira (22) em alta de 0,44%, aos 187.422,92 pontos, recuperando-se das perdas registradas no início do pregão. A sessão foi marcada pela cautela diante da proximidade das eleições, pela repercussão da ata do Comitê de Política Monetária (Copom) e pela recuperação de Petrobras e Vale. O índice oscilou entre 184.976,81 e 187.671,74 pontos.
O cenário eleitoral voltou ao centro das atenções após nova pesquisa Quaest mostrar disputa apertada pela Presidência. Segundo Jerson Zanlorenzi, sócio e responsável pela mesa de ações do BTG Pactual, a bolsa ficou praticamente “de lado”, com investidores “em compasso de espera” diante da proximidade do primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Em setembro, o Ibovespa acumula alta de 5,64%, em um período de retomada do fluxo estrangeiro para a bolsa.
A ata do Copom também esteve no radar. O documento manteve a postura cautelosa do Banco Central após a redução da Selic em 0,25 ponto percentual, para 13,75% ao ano, e reforçou que os próximos passos dependerão da evolução da inflação e da atividade econômica. No exterior, investidores acompanharam a Assembleia Geral da ONU e os sinais de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, enquanto o petróleo Brent voltou a ser negociado abaixo de US$ 100 o barril.
Entre as ações de maior peso, Petrobras PN (PETR4) avançou 0,73% e Petrobras ON (PETR3), 0,61%, apesar da queda do petróleo. Vale (VALE3) ganhou 0,39%, mesmo com o recuo do minério de ferro, após confirmar a compra de 30% da mineradora Ligga por cerca de US$ 190 milhões. No setor financeiro, Bradesco (BBDC4) subiu 1,49%, BTG Pactual (BPAC11), 0,71%, e Itaú (ITUB4), 0,23%, enquanto Banco do Brasil (BBAS3) caiu 1,39% e Santander Brasil (SANB11), 0,60%.
Fora das blue chips, Suzano (SUZB3) avançou 2,81% em meio às notícias de reajuste nos preços da celulose em outubro. Na ponta negativa, Vivara (VIVA3) devolveu parte das altas recentes e terminou o pregão em queda. Com a eleição cada vez mais próxima e a trajetória dos juros ainda em discussão, o mercado deve continuar sensível às pesquisas eleitorais, aos próximos sinais do Banco Central e ao fluxo de capital estrangeiro.









