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BofA recomenda compra de Caixa Seguridade e venda de BB Seguridade

Caixa Seguridade tem perfil de lucro considerado defensivo pelo BofA, enquanto BB Seguridade enfrenta pressão no seguro rural e expectativa de queda do lucro

O Bank of America mantém avaliações distintas para as principais seguradoras listadas na bolsa brasileira após analisar os indicadores mais recentes do setor. Caixa Seguridade (CXSE3) segue com recomendação de compra, BB Seguridade (BBSE3) permanece com classificação underperform, equivalente a venda, enquanto Porto (PSSA3) tem recomendação neutra.

Para o terceiro trimestre de 2026, o banco projeta lucro líquido de R$ 2,2 bilhões para a BB Seguridade e de R$ 1,2 bilhão para a Caixa Seguridade. Nos dois casos, os números estão próximos das estimativas dos analistas Mario Pierry e Antonio Ruette. A maior preocupação no curto prazo aparece na Porto, onde a piora da sinistralidade pode pressionar o resultado.

Na BB Seguridade, o principal ponto de atenção está no desempenho comercial. Os prêmios emitidos ficaram 21% abaixo da projeção do BofA e registraram queda de 26% na comparação anual em julho, movimento relacionado principalmente à fraqueza do segmento rural.

A sinistralidade da companhia ficou em 22,8%, 0,3 ponto percentual acima do previsto pelo banco. O resultado financeiro também está aproximadamente 5% abaixo da estimativa, afetado, entre outros fatores, pelo descasamento do IGP-M na Brasilprev. Em sentido contrário, as contribuições para previdência superaram as expectativas e favoreceram as receitas com taxas de administração.

O BofA mantém recomendação de venda para BBSE3 e projeta redução do lucro líquido em 2027. Entre os fatores considerados estão a contração dos prêmios emitidos, uma possível normalização da sinistralidade e a perspectiva de juros mais baixos.

Para a Caixa Seguridade, a leitura é mais favorável. Os prêmios emitidos cresceram 5% em relação ao ano anterior, em linha com o esperado. O avanço dos segmentos hipotecário e residencial compensou o desempenho mais fraco do seguro prestamista.

A sinistralidade ficou em 24,2%, próxima das projeções e dos padrões históricos acompanhados pelo BofA. As contribuições de previdência também superaram as estimativas, contribuindo positivamente para as taxas de administração, embora o resultado financeiro tenha ficado abaixo do projetado.

Diante desses indicadores, o banco reiterou recomendação de compra para CXSE3. Na avaliação dos analistas, os números sustentam a percepção de um perfil de resultados mais defensivo para a companhia.

A Porto apresenta uma situação diferente. Os resultados de subscrição ficaram 22% abaixo do esperado pelo BofA, pressionados principalmente pelo aumento da sinistralidade nos seguros de automóveis, vida e residencial. No consolidado, o índice chegou a 52,9%, 2,4 pontos percentuais acima da estimativa do banco.

Apesar da pressão sobre os sinistros, o BofA avalia que a Porto conseguiu manter o crescimento das vendas sem comprometer excessivamente a rentabilidade em busca de participação no mercado de automóveis. O desempenho de outras verticais também pode compensar parcialmente a fraqueza observada nos seguros.

Ainda assim, considerando uma normalização de algumas linhas ao longo de agosto e setembro, os analistas calculam que o lucro líquido da Porto no trimestre possa ficar 7% abaixo da projeção inicial. A recomendação para PSSA3 permanece neutra.

No panorama setorial, os prêmios emitidos continuam crescendo em ritmo moderado, enquanto a sinistralidade apresenta comportamentos diferentes entre as modalidades. Vida e crédito vida contribuíram para uma melhora agregada, enquanto automóveis e rural mostraram deterioração. Nesse ambiente, o BofA mantém uma postura seletiva, com avaliações distintas para Caixa Seguridade, BB Seguridade e Porto.

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