Vale segue como favorita do Itaú BBA, que projeta alta de 33% e bons dividendos
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Segundo os analistas do BBA, a ação da Vale pode gerar um rendimento de dividendos de 11% ao ano entre 2025 e 2027

Mesmo diante das incertezas relacionadas ao mercado de minério de ferro e à economia chinesa, a Vale (VALE3) continua sendo a principal recomendação do Itaú BBA. Em novo relatório divulgado ao mercado, a instituição reiterou recomendação de compra para a ação, com preço-alvo de R$ 75.

Segundo os analistas do BBA, a ação da Vale pode gerar um rendimento de dividendos de 11% ao ano entre 2025 e 2027, o que reforça sua atratividade para investidores em busca de retorno. Daniel Sasson, que assina o relatório, destaca que a mineradora está empenhada em reduzir custos operacionais ao mesmo tempo em que reavalia projetos futuros, estratégia que pode se traduzir em pagamentos mais generosos aos acionistas nos próximos anos.

O relatório também aponta que a empresa tem intensificado sua comunicação com o mercado internacional, após resolver pendências importantes como a escolha do novo CEO, a renovação das concessões ferroviárias e o acordo envolvendo a multa do desastre de Mariana. “Acreditamos que a Vale está se tornando uma história mais clara de crescimento da produção, redução de custos, otimização de capex e desalavancagem, o que pode levar a uma reclassificação da ação e a uma diminuição do desconto em relação aos pares australianos”, afirma o BBA.

Do lado operacional, a Vale trabalha com um modelo de produção flexível, buscando mitigar os impactos da volatilidade nos preços do minério de ferro. 

Apesar da visão positiva do Itaú BBA, outras instituições adotam uma postura mais cautelosa em relação à Vale. Na semana passada, o UBS-BB iniciou a cobertura das ações da companhia com recomendação neutra e preço-alvo de US$ 10,5 para os ADRs (American Depositary Receipts) negociados nos Estados Unidos.

Para o UBS-BB, embora os preços do minério de ferro devam permanecer relativamente estáveis em torno de US$ 100 por tonelada, a oferta da commodity tende a crescer nos principais países produtores, incluindo Brasil, Austrália e África, o que pode pressionar as margens da empresa. Os analistas projetam aumento de 1% na oferta global da matéria-prima, o que limita o espaço para valorização de preços.

Outro ponto de atenção levantado pelo banco suíço é o passivo relacionado aos desastres de Mariana e Brumadinho, cujas indenizações podem ultrapassar R$ 170 bilhões — o equivalente a cerca de US$ 30 bilhões. Esse montante representa um risco significativo ao caixa da companhia e pode influenciar negativamente sua capacidade de distribuir proventos no longo prazo.

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