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BTG Pactual registra alta de 42% no lucro e recorde histórico no 3º tri

Banco alcança rentabilidade de 28,1% e supera Itaú e Banco do Brasil em desempenho

O BTG Pactual encerrou o terceiro trimestre de 2025 com o maior lucro de sua história, somando R$ 4,5 bilhões em resultado líquido ajustado. O número representa um crescimento de 42% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 8,2% frente ao trimestre anterior. O desempenho superou as projeções do mercado, que estimavam um lucro de R$ 4,02 bilhões, segundo dados da LSEG.

Com o resultado, o banco manteve rentabilidade (ROE) de 28,1%, quatro pontos percentuais acima do registrado um ano antes e distante dos principais concorrentes. O Itaú Unibanco, por exemplo, encerrou o mesmo trimestre com retorno de 23,3%, enquanto o Santander apresentou 17% e o Bradesco, em recuperação, 14,7%.

O lucro recorde veio acompanhado da maior receita trimestral já registrada pelo BTG, de R$ 8,8 bilhões, alta de 37% em um ano e acima da previsão de R$ 8,08 bilhões. Em comunicado, o CEO Roberto Sallouti afirmou que o desempenho reflete investimentos realizados ao longo da última década, com foco na diversificação de segmentos e produtos, consolidando a posição do BTG como um banco de atuação completa.

A área de corporate lending teve resultado expressivo, com receitas de R$ 2,15 bilhões, avanço de 25,8% na comparação anual e de 2,2% sobre o trimestre anterior. O portfólio de crédito atingiu R$ 246,9 bilhões, crescimento de 17,4% em doze meses, dos quais R$ 29 bilhões correspondem a empréstimos para pequenas e médias empresas.

No investment banking, as receitas chegaram a R$ 643 milhões, alta de 69,2% em relação ao ano anterior, embora 17,8% abaixo do segundo trimestre. O banco atribuiu a variação à menor atividade no mercado de capitais local, mas destacou a solidez da operação e a resiliência da franquia.

A divisão de sales & trading também alcançou resultado histórico, com receita de R$ 1,94 bilhão, avanço de 16% em relação a 2024 e de 1,4% sobre o trimestre anterior. O BTG afirmou que o desempenho foi sustentado pela expansão da base de clientes e pela gestão eficiente de riscos.

No segmento de gestão de recursos, o banco alcançou R$ 1,2 trilhão em ativos sob gestão e administração, alta de 18,8% em um ano, impulsionada por captação líquida de R$ 33,5 bilhões. As receitas da área somaram R$ 747,5 milhões, aumento de 23,3%.

O wealth management e personal banking também mantiveram trajetória de crescimento, com receitas de R$ 1,4 bilhão, avanço de 35,7% em relação ao mesmo trimestre de 2024, impulsionado por novos aportes de clientes de alta renda.

Os índices de capital e liquidez permaneceram em níveis sólidos: o índice de Basileia encerrou o trimestre em 15,5%, enquanto o índice de cobertura de liquidez (LCR) foi de 168,5%.

Mesmo em um cenário de juros elevados, o BTG Pactual se destacou entre os grandes bancos ao manter a rentabilidade acima de 20% e ampliar a distância em relação aos principais concorrentes, consolidando a trajetória de crescimento em todas as frentes de negócio.

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