O Itaú BBA promoveu uma troca na carteira de dividendos para abril: Aura Minerals sai e Petrobras entra. A lógica da mudança é direta. Com o preço do petróleo elevado pela guerra no Oriente Médio, o BBA espera que a Petrobras se beneficie de ajustes para cima no preço do diesel, o que deve fortalecer as receitas e abrir espaço para uma distribuição de dividendos mais generosa nos próximos trimestres.
A saída da Aura Minerals não reflete deterioração do negócio, mas uma limitação de caixa. A expansão dos investimentos em capital fixo da companhia deve reduzir a geração de caixa disponível para distribuição no período, tornando o papel menos adequado para uma carteira focada em dividendos.
O mês de março foi difícil para a seleção. A carteira recuou 6,5%, desempenho 5,8 pontos percentuais abaixo do Ibovespa. O Bradesco foi o principal detrator, com queda de 9% no mês. O BBA atribui o fraco desempenho do setor bancário ao posicionamento elevado dos investidores antes da escalada das tensões geopolíticas e à sensibilidade dos papéis às variações de juros.
A Aura Minerals, apesar de deixar a carteira, foi o destaque relativo positivo de março. O papel caiu apenas 3% no mês, amortecido por uma alta de quase 14% no último pregão, impulsionada pela valorização do ouro e pelas expectativas favoráveis para o próximo relatório de reservas minerais da companhia.
No longo prazo, a carteira segue com resultado expressivo: valorização de 935% desde sua criação em janeiro de 2012, contra alta de 232% do Ibovespa no mesmo período. Cada ativo mantém peso fixo de 20% no portfólio.
As escolhas do Itaú BBA para abril
| Empresa | Ticker | Dividend Yield 2026 |
| Petrobras | PETR4 | 7,70% |
| Cury | CURY3 | 7,60% |
| Axia Energia | AXIA3 | 9,30% |
| Bradesco | BBDC4 | 8,40% |
| Allos | ALOS3 | 13,60% |









