A revisão das projeções para a Eneva levou à elevação do preço-alvo das ações da companhia, refletindo a incorporação de novos projetos contratados em leilões recentes. A estimativa passou de R$ 25 para R$ 32 por ação, segundo análise da Empiricus, indicando reavaliação do potencial de geração de caixa no médio e longo prazo.
O ajuste considera principalmente a entrada de ativos que ampliam a capacidade instalada e fortalecem a previsibilidade de receitas. A companhia assegurou 3,5 gigawatts de capacidade no leilão de reserva de capacidade realizado em março, incluindo projetos novos e renovações, o que altera o patamar operacional da empresa no setor elétrico.
De acordo com as estimativas, os novos empreendimentos devem gerar cerca de R$ 11,7 bilhões em receita fixa anual quando estiverem plenamente operacionais. A modelagem aponta ainda para impacto relevante no resultado operacional, com potencial de aproximadamente R$ 7,9 bilhões adicionais em Ebitda ao longo do tempo, considerando margens elevadas associadas aos contratos.
O ciclo de investimentos necessário para viabilizar esses projetos é estimado em R$ 18 bilhões até 2031. A expansão da base de ativos, associada à previsibilidade de fluxo de caixa, tende a reforçar o posicionamento da companhia em um segmento caracterizado por contratos de longo prazo e menor volatilidade de receita.
A revisão também incorpora a expectativa de crescimento contínuo da empresa, sustentado pela combinação de novos projetos e eficiência operacional. O movimento ocorre em um contexto de maior demanda por capacidade de geração e reforço da segurança energética, o que favorece empresas com portfólio diversificado e contratos firmados em leilões regulados.









