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Ibovespa cai com pressão global e inflação elevada no radar do mercado

Ibovespa recua com cautela global e inflação no radar, mas cenário de corte de juros no Brasil e sinais de melhora podem sustentar expectativa positiva para o mercado

O Ibovespa (IBOV) fechou em queda pelo segundo pregão consecutivo, acompanhando o movimento externo e a cautela dos investidores antes das decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos. O índice recuou 0,51%, aos 188.618 pontos, enquanto o dólar terminou praticamente estável, cotado a R$ 4,98.

No cenário doméstico, a atenção ficou na prévia da inflação de abril. O IPCA-15 subiu 0,89% no mês, acelerando em relação a março e atingindo o maior nível desde fevereiro de 2025. Em 12 meses, a inflação avançou para 4,27%, acima do centro da meta, mantendo pressão sobre as decisões do Banco Central do Brasil.

O mercado também operou à espera das reuniões do Federal Reserve e do Comitê de Política Monetária (Copom). A expectativa é de manutenção dos juros nos Estados Unidos e um corte moderado da Selic no Brasil, cenário que mantém os investidores mais cautelosos em relação ao fluxo global de capital.

No exterior, o desempenho negativo foi reforçado pela queda das bolsas em Wall Street, em meio ao impasse nas negociações entre Estados Unidos e Irã. Declarações do presidente Donald Trump aumentaram a incerteza sobre o cenário geopolítico, ampliando a aversão ao risco.

Entre os destaques do pregão, ações de bancos, Petrobras e Vale pressionaram o índice. A Hapvida liderou as perdas, enquanto papéis da Gerdau avançaram após divulgação de resultados trimestrais. A Cosan também subiu com o anúncio de planos envolvendo sua divisão de energia.

O ambiente segue marcado por volatilidade, com investidores ajustando posições diante de inflação, política monetária e riscos externos, fatores que continuam guiando o desempenho dos mercados no curto prazo.

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