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Associações cobram fortalecimento do Banco Central após alerta de Galípolo

Febraban e fintechs defendem reforço no orçamento e pessoal do Banco Central diante da expansão financeira

Um grupo formado por 14 associações ligadas ao sistema financeiro divulgou carta aberta em defesa da autonomia financeira do Banco Central do Brasil e pediu reforço estrutural para a autoridade monetária.

O documento foi publicado após o presidente do BC, Gabriel Galípolo, afirmar no Senado que o órgão enfrenta limitações orçamentárias e necessidade de ampliação do quadro de pessoal.

As entidades afirmam que o crescimento e a complexidade do sistema financeiro brasileiro exigem mais capacidade operacional do regulador para atividades de supervisão, fiscalização e regulação.

Segundo o manifesto, o avanço de novas modalidades de negócios, expansão das fintechs, crescimento da criptoeconomia e maior exigência tecnológica ampliaram as demandas sobre o Banco Central nos últimos anos.

O grupo argumenta que a autonomia financeira permitiria maior previsibilidade operacional e fortaleceria a capacidade institucional do BC em um ambiente financeiro mais digitalizado e integrado.

Na avaliação das associações, um Banco Central com estrutura fortalecida contribui para a estabilidade monetária, redução da percepção de risco e prevenção de crises financeiras com potencial impacto sobre a economia brasileira.

O documento também sustenta que a medida aproximaria o Brasil de modelos adotados em outras economias internacionais, nas quais bancos centrais possuem maior independência administrativa e financeira.

As entidades afirmam que a modernização institucional da autoridade monetária é necessária para sustentar um sistema financeiro considerado saudável e funcional para empresas, consumidores e investidores.

Entre os signatários estão a Federação Brasileira de Bancos (Febraban), além de associações que representam bancos, fintechs, instituições de pagamento, empresas de cartões, administradoras de consórcios, instituições de crédito e empresas ligadas ao mercado de criptoativos.

Também aderiram ao manifesto organizações como Associação Brasileira de Criptoeconomia (ABCripto), Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs) e Associação Brasileira de Instituições de Pagamentos (Abipag).

O debate sobre autonomia financeira do Banco Central ganhou força após alertas internos sobre restrições orçamentárias, limitação de concursos públicos e aumento das responsabilidades regulatórias da instituição.

Nos últimos anos, o BC ampliou sua atuação em áreas como Pix, open finance, regulação de ativos digitais, supervisão prudencial e integração tecnológica do sistema financeiro.

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