O C6 Bank anunciou que passou a integrar o segmento S2 do sistema financeiro nacional, avançando uma categoria na classificação prudencial adotada pelo Banco Central. A mudança ocorre após a instituição cumprir os requisitos exigidos para o enquadramento, consolidando seu crescimento nos últimos anos.
Segundo o banco, a promoção reflete a expansão da operação desde o início de suas atividades, em 2019. Atualmente, a instituição soma cerca de 40 milhões de clientes e tem como um de seus principais acionistas o banco americano JPMorgan Chase.
De acordo com Philippe Katz, diretor financeiro do C6 Bank, a migração para o segmento S2 representa uma evolução natural da trajetória da instituição e implica a adoção de exigências regulatórias mais rigorosas. O enquadramento faz parte do modelo de segmentação criado pelo Conselho Monetário Nacional em 2017 para aplicar regras prudenciais proporcionais ao porte e à relevância das instituições financeiras.
Pelas regras atuais, fazem parte do segmento S2 os bancos e instituições financeiras com porte superior a 1% do Produto Interno Bruto (PIB). Para obter essa classificação, a instituição precisa permanecer enquadrada nos critérios exigidos por três semestres consecutivos. Já o segmento S1 é reservado para instituições com ativos equivalentes a pelo menos 10% do PIB ou que possuam atuação internacional considerada relevante.
Os números mais recentes ajudam a explicar a mudança de categoria. Em 2025, o C6 Bank registrou lucro líquido de R$ 2,5 bilhões, encerrou o período com carteira de crédito expandida de R$ 89,3 bilhões e alcançou R$ 148 bilhões em ativos totais.
Com a entrada do C6 Bank, o grupo S2 passa a reunir 11 instituições financeiras, entre elas Nubank, XP, Banco Safra, Sicredi, Sicoob, Citibank, Banrisul, Banco BV, Banco do Nordeste e o BNDES.










