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Goldman recalcula impacto do tarifaço dos EUA e vê alívio para exportações brasileiras

Banco vê impacto menor do tarifaço americano sobre as exportações brasileiras, mas ainda espera medidas de apoio do governo

As novas isenções anunciadas pelos Estados Unidos para a tarifa de 25% sobre produtos brasileiros devem reduzir o impacto da medida sobre as exportações do país, segundo avaliação do Goldman Sachs. Em relatório, o banco afirma que a ampliação da lista de produtos isentos diminuiu o volume de mercadorias atingidas pela sobretaxa e reduziu a estimativa da tarifa média efetiva aplicada ao Brasil.

De acordo com o Goldman, as isenções passaram a contemplar cerca de US$ 2,1 bilhões adicionais em importações brasileiras. Com isso, a tarifa de 25% deve incidir sobre aproximadamente US$ 10,2 bilhões em exportações, o equivalente a 26% dos embarques brasileiros para os Estados Unidos, abaixo da estimativa inicial de US$ 12,3 bilhões, ou 31% do total. A revisão levou o banco a reduzir sua projeção da tarifa efetiva média de 18,1% para 16,8%.

Apesar do alívio parcial, a instituição avalia que o governo brasileiro terá de adotar medidas para reduzir os impactos sobre os setores mais afetados. Entre as alternativas consideradas estão a oferta de linhas de crédito subsidiadas às empresas exportadoras e eventuais ações de retaliação comercial de alcance limitado.

O Goldman Sachs ressalta, porém, que uma resposta mais agressiva pode ampliar as tensões comerciais. O Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) já sinalizou que medidas retaliatórias por parte do Brasil poderão resultar em novas sanções comerciais, elevando ainda mais a pressão sobre as exportações brasileiras.

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