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XP vê um favorito entre os bancões; veja quem deve liderar os resultados

Relatório da XP compara Bradesco, Itaú e Santander e revela qual banco tem a melhor perspectiva para a nova temporada de balanços

A temporada de balanços dos grandes bancos brasileiros começa no fim de julho e promete movimentar o mercado. O Santander Brasil abre a agenda de resultados no dia 29 de julho, seguido pelo Itaú Unibanco, em 4 de agosto, e pelo Bradesco, em 5 de agosto. Em relatório, a XP avaliou as perspectivas para o setor e apontou o Bradesco como o banco com maior potencial para surpreender positivamente os investidores neste trimestre.

Segundo a corretora, o Bradesco deve apresentar crescimento das receitas, expansão da carteira de crédito com garantia e manutenção da qualidade dos ativos, mesmo em um cenário econômico desafiador. A expectativa é de avanço nas operações com pequenas e médias empresas, financiamento de veículos e antecipação de recebíveis, além de maior contribuição das receitas com seguros. A XP projeta lucro de R$ 6,9 bilhões no trimestre, alta de 15%, e retorno sobre o patrimônio (ROE) de 15,8%.

Para o Itaú, a expectativa é de mais um trimestre sólido, mas sem grandes surpresas. A instituição deve continuar registrando crescimento da carteira de crédito e manter elevada rentabilidade, sustentada pelo controle de despesas, apesar da desaceleração nas receitas de serviços e do ambiente menos favorável para o mercado de capitais. A XP estima lucro de R$ 12,3 bilhões e ROE de 24,3%, reforçando a resiliência do banco.

Já o Santander deve enfrentar um trimestre mais desafiador. A XP prevê aumento das provisões para perdas com crédito, pressão sobre a inadimplência e uma qualidade de ativos inferior à dos principais concorrentes privados. Apesar do desempenho resiliente das operações de seguros e consórcios, o banco deve sentir os efeitos do maior custo de risco e da desaceleração do crédito. A corretora projeta lucro de R$ 3,3 bilhões e ROE de 14%, em um trimestre que também marca a transição na liderança da instituição após a saída do então CEO Mário Leão.

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