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Raízen ganha prazo da B3 para tirar ações abaixo de R$ 1

Raízen deverá entregar à B3 um cronograma para reenquadrar suas ações preferenciais, atualmente negociadas abaixo de R$ 1

A Raízen (RAIZ4) ganhou mais tempo para apresentar à B3 um plano destinado a elevar o preço de suas ações preferenciais, que permanecem negociadas abaixo de R$ 1. A companhia informou que a Bolsa brasileira prorrogou até 31 de março de 2027 o prazo para a entrega das medidas de reenquadramento da cotação.

Até a nova data, a empresa deverá apresentar um cronograma detalhado com os procedimentos que pretende adotar para adequar o valor dos papéis ao patamar mínimo previsto nas regras de listagem da B3. A exigência busca evitar a permanência prolongada das chamadas penny stocks, ações negociadas por valores inferiores a R$ 1.

A extensão do prazo dá continuidade a um processo que já havia sido comunicado pela Raízen ao mercado em dezembro de 2025 e novamente em maio de 2026. A companhia ainda não detalhou quais alternativas serão consideradas para elevar o preço unitário das ações.

Entre as medidas normalmente adotadas por empresas nessa situação está o grupamento de ações, operação que reúne vários papéis em uma única ação e aumenta proporcionalmente seu valor nominal, sem alterar, em princípio, a participação econômica dos acionistas. A Raízen, porém, ainda deverá formalizar à B3 o plano específico e o calendário de execução.

A prorrogação ocorre em um momento de pressão financeira sobre a companhia, que atravessa um processo de recuperação extrajudicial. O novo prazo permite que a empresa organize as medidas de adequação da cotação sem precisar executar imediatamente uma operação societária para reenquadrar RAIZ4 às exigências do mercado.

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