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Gestor da Verde vê ajuste fiscal improvável sem crise e alerta para desaceleração da economia

Executivo afirma que o atual modelo de gastos públicos tende a prolongar os juros elevados, prevê desaceleração da atividade econômica e alerta para o risco de o país perder competitividade na corrida global da IA

“O Brasil dificilmente promoverá o ajuste fiscal necessário para reduzir de forma consistente os juros sem enfrentar uma crise econômica”, afirmou Luiz Parreiras, gestor de fundos multimercados e previdência da Verde Asset, durante participação na Expert XP 2026.

Segundo ele, independentemente de quem vencer as próximas eleições, o país deve manter dificuldades para equilibrar as contas públicas. “Talvez o mercado fique um pouco menos pessimista com relação a um ajuste fiscal se um candidato de direita ganhar, mas não acho que vai haver um ajuste necessário para destravar os juros”, disse.

Na avaliação do gestor, o atual cenário é marcado por uma expansão contínua de estímulos fiscais e parafiscais, estratégia que, segundo ele, tende a perder força nos próximos anos. “Todo dia tem um programa de estímulos novo, parece filme da Sessão da Tarde”, afirmou.

Parreiras avalia que esse modelo deve resultar em uma desaceleração da atividade econômica em 2027 e defendeu que ajustes mais profundos só costumam ocorrer quando impostos por uma crise fiscal ou econômica.

Além da política fiscal, o gestor destacou a Inteligência Artificial como uma das principais transformações econômicas da atualidade e afirmou estar otimista com os ganhos de produtividade proporcionados pela tecnologia. Em contrapartida, alertou que o Brasil corre o risco de perder competitividade por atrasos na criação de condições para atrair investimentos em infraestrutura digital, como data centers, comprometendo sua inserção na nova economia global.

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