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Taesa eleva Ebitda em 10,5%, mas lucro cai 16,4% no semestre

Receita líquida regulatória avançou 9,5% no semestre, enquanto novos projetos adicionam R$ 506,6 milhões em RAP contratada para o ciclo 2026-2027

A Taesa encerrou o primeiro semestre de 2026 com avanço de receita e Ebitda, beneficiada pela entrada em operação de novos projetos de transmissão, mas registrou queda no lucro líquido diante da pressão exercida pelo resultado financeiro.

O Ebitda regulatório consolidado alcançou R$ 1,139 bilhão entre janeiro e junho, crescimento de 10,5% em relação ao mesmo período de 2025. A margem Ebitda ficou em 85,4%, refletindo a elevada capacidade de conversão das receitas da transmissora em resultado operacional.

A receita líquida regulatória avançou 9,5% na comparação anual. O desempenho foi favorecido principalmente pela energização de Pitiguari, Ananaí e Saíra, pela entrada parcial de Tangará e pelos reforços realizados em ativos como TSN, São Pedro, ATE III e ATE.

O crescimento operacional, porém, não chegou integralmente à última linha do balanço. O lucro líquido regulatório somou R$ 206,8 milhões no segundo trimestre, queda de 28,5% frente ao mesmo intervalo de 2025.

No acumulado dos seis primeiros meses do ano, o lucro chegou a R$ 399,4 milhões, recuo de 16,4% na comparação anual.

Segundo a companhia, a redução foi provocada essencialmente pelo resultado financeiro, afetado pelas condições macroeconômicas do período. Dessa forma, os números mostram uma diferença entre a evolução operacional da Taesa e o desempenho de seu lucro líquido.

A transmissora também manteve níveis elevados de disponibilidade de sua infraestrutura. O índice de disponibilidade dos ativos chegou a 99,91% no primeiro semestre.

A Parcela Variável, mecanismo que reduz a receita das transmissoras em situações de indisponibilidade de seus ativos, correspondeu a 0,73% da Receita Anual Permitida (RAP) no período.

Os custos de Pessoal, Material, Serviços e Outros, conhecidos pela sigla PMSO, cresceram abaixo da inflação tanto no segundo trimestre quanto no acumulado do ano. O resultado ocorreu mesmo com a incorporação de novos projetos à estrutura operacional da companhia.

Ao mesmo tempo, o ciclo de investimentos começou a perder intensidade depois da conclusão de empreendimentos que estavam em fases mais avançadas de construção.

O Capex atingiu R$ 445,3 milhões no primeiro semestre, queda de 40,5% em relação aos seis primeiros meses de 2025. Segundo a Taesa, a redução está relacionada principalmente à evolução física do portfólio, com menor necessidade de desembolsos após a entrega de projetos.

Parte importante do crescimento futuro da companhia começa agora a se transformar em receita.

As energizações de Ananaí, Tangará, Saíra e de reforços em ATE representam, conjuntamente, R$ 506,6 milhões em RAP contratada para o ciclo tarifário de 2026-2027.

Alguns desses projetos foram concluídos com antecipação de até 25 meses em relação aos prazos regulatórios, permitindo à companhia antecipar também a entrada das respectivas receitas.

Além do crescimento orgânico, a Taesa busca ampliar sua base de ativos por meio de aquisições.

Em maio, a companhia assinou contrato para adquirir uma carteira formada por cinco concessões de transmissão. A conclusão da operação está prevista para o terceiro trimestre de 2026.

O portfólio adquirido representa R$ 305,1 milhões adicionais em RAP e, segundo a empresa, deverá aumentar imediatamente em 33% sua capacidade instalada de transformação.

A aquisição também deverá ampliar o prazo médio das concessões do grupo e permitir a captura de sinergias operacionais entre os novos ativos e a infraestrutura já administrada pela transmissora.

Com os novos projetos entrando em operação e a aquisição de concessões maduras, a Taesa combina duas frentes para ampliar sua geração futura de receitas. O balanço do primeiro semestre, porém, mostra que o crescimento operacional não elimina a exposição do lucro aos efeitos do cenário financeiro, especialmente em períodos de juros elevados.

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