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Grupo Mateus lucra R$ 237 milhões no 2T26 e melhora rentabilidade

Varejista lucrou R$ 237 milhões no segundo trimestre, enquanto receita avançou 12,2% e margem EBITDA cresceu 1,1 ponto percentual frente ao 1T26

O Grupo Mateus (GMAT3) conseguiu recuperar rentabilidade no segundo trimestre de 2026 e manteve crescimento de dois dígitos da receita, mas o balanço também trouxe um sinal de atenção sobre o desempenho das operações já consolidadas. As vendas mesmas lojas recuaram 8% entre abril e junho.

A companhia registrou lucro líquido de R$ 237 milhões no período, segundo balanço divulgado nesta quinta-feira (13).

A receita líquida alcançou R$ 9,9 bilhões, crescimento de 12,2%. No acumulado dos seis primeiros meses do ano, chegou a R$ 19,3 bilhões, avanço de 12,5%.

Os números mostram que o grupo continua ampliando seu faturamento consolidado, mas esse crescimento não foi acompanhado pelas unidades que já estavam em operação há pelo menos 12 meses.

O Same Store Sales (SSS), indicador utilizado para medir justamente o desempenho das lojas comparáveis, caiu 8% no segundo trimestre. No primeiro semestre, a retração acumulada foi de 7,7%.

O indicador é relevante porque ajuda a separar o crescimento obtido com expansão da rede daquele produzido pelas lojas maduras. Assim, embora a receita total tenha avançado, a queda do SSS indica menor força de vendas na base comparável.

Por outro lado, o Grupo Mateus apresentou melhora importante na eficiência operacional frente ao começo do ano.

O EBITDA pós-IFRS 16 atingiu R$ 681,6 milhões no segundo trimestre, com margem de 6,9%. No primeiro trimestre, essa margem havia ficado em 5,8%, o que representa uma recuperação de 1,1 ponto percentual em apenas três meses.

Parte dessa melhora veio do maior controle das despesas. Os gastos operacionais somaram R$ 1,6 bilhão e representaram 16,4% da receita líquida, participação 1 ponto percentual inferior à registrada no trimestre anterior.

O balanço do Grupo Mateus apresenta, portanto, duas dinâmicas distintas. De um lado, receita crescendo acima de 12% e recuperação da margem operacional. De outro, as vendas mesmas lojas continuam negativas, indicando que parte relevante da expansão do faturamento depende do crescimento da estrutura do grupo, e não de maior desempenho das unidades maduras.

Para os próximos trimestres, a evolução do SSS será um dos indicadores importantes para avaliar a qualidade desse crescimento. Uma recuperação das vendas comparáveis, combinada à margem EBITDA mais elevada observada no segundo trimestre, fortaleceria a capacidade da companhia de transformar a expansão da receita em maior rentabilidade.

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