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Lucro do PicPay cresce 135% e supera projeção no 2º trimestre

Carteira de crédito do PicPay cresce 99% em um ano, para R$ 31,94 bilhões, enquanto inadimplência sobe de 4,1% para 9,8% no segundo trimestre

O PicPay encerrou o segundo trimestre de 2026 com lucro ajustado de R$ 283 milhões, crescimento de 135% em relação ao mesmo período do ano passado e de 67% frente aos três primeiros meses do ano. O resultado ficou acima dos R$ 245 milhões projetados pela própria fintech.

A receita líquida também superou o guidance. O valor alcançou R$ 4,1 bilhões, ante previsão de R$ 3,6 bilhões, com expansão anual de 67% e trimestral de 17%.

A base de clientes chegou a 70,4 milhões, alta de 10% em um ano. Ao mesmo tempo, a receita média por cliente ativo (ARPAC) avançou 52% na comparação anual, para R$ 92, mais de quatro vezes o custo de atendimento de R$ 21,30.

“Os resultados do segundo trimestre refletem a continuidade de um trabalho sólido, baseado em crescimento com rentabilidade, disciplina financeira e aprofundamento do relacionamento com os clientes”, afirmou o CEO do PicPay, Eduardo Chedid.

O avanço do crédito foi um dos destaques do balanço. A carteira atingiu R$ 31,94 bilhões, praticamente o dobro do registrado um ano antes, com crescimento de 99%. Na comparação com o primeiro trimestre, a expansão foi de 14%.

O crescimento veio acompanhado, porém, de aumento da inadimplência. O indicador alcançou 9,8%, ante 8,9% no trimestre anterior e 4,1% um ano antes. Já os atrasos entre 15 e 90 dias recuaram de 8,4% para 7,5% na comparação trimestral, embora permaneçam acima dos 7% registrados no 2T25.

Segundo o vice-presidente financeiro, André Cazotto, a alta da inadimplência reflete a maturação de carteiras anteriores, efeitos sazonais e uma estratégia deliberada de assumir risco adicional para acelerar o crescimento. O executivo afirmou não identificar deterioração da qualidade dos ativos e destacou que os créditos classificados no estágio 3 permaneceram praticamente estáveis em 12,9%.

Para 2027, o PicPay trabalha com uma perspectiva de desaceleração gradual da economia. Chedid citou um mercado de trabalho ainda resiliente e crescimento do PIB próximo de 1,5%, embora tenha afirmado que a fintech mantém cautela diante do cenário.

O balanço mostra, portanto, uma combinação de crescimento de receita, lucro e carteira de crédito acima das projeções, enquanto a evolução da inadimplência passa a ser um dos principais indicadores para acompanhar diante da expansão acelerada dos empréstimos.

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