O celular consolidou-se como o principal meio de relacionamento dos brasileiros com os bancos. Atualmente, 78% das transações bancárias no país são realizadas por dispositivos móveis, enquanto os canais digitais, no conjunto, respondem por 83% das operações, segundo a Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária.
A mudança ganhou velocidade nos últimos cinco anos. Nesse período, a participação do mobile passou de 50% para os atuais 78%, indicando uma migração contínua das operações financeiras para aplicativos.
“O canal digital, que já era há alguns anos o principal canal, há cinco anos se tornou mais da metade das transações”, afirmou Rodrigo Mulinari, diretor responsável pelo estudo. Segundo ele, os números mostram que a preferência dos clientes pelo celular continua aumentando.
A digitalização das operações também está sendo acompanhada por uma nova etapa de adoção tecnológica dentro das instituições financeiras. A pesquisa mostra que 52% dos bancos já utilizam agentes de inteligência artificial, apesar de a IA agêntica ser uma tecnologia de adoção recente.
Segundo Mulinari, as primeiras aplicações estavam concentradas principalmente em ganhos de eficiência, mas começam a avançar para outras funções dentro das instituições.
Os bancos também já identificam efeitos financeiros e operacionais do uso da inteligência artificial. Entre as instituições pesquisadas, 92% afirmam que a tecnologia aumenta a velocidade de execução de tarefas rotineiras, enquanto 52% apontam redução de custos.
Os dados indicam duas transformações simultâneas no setor bancário: enquanto o celular concentra uma parcela crescente das operações realizadas pelos clientes, a inteligência artificial passa a ocupar mais espaço nos processos internos. Para as instituições, a combinação amplia a possibilidade de automatizar tarefas e reduzir custos em um ambiente no qual a maior parte do relacionamento bancário já ocorre digitalmente.









