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Novo ETF do BTG investe 80% em ações e 20% em renda fixa

DINF11 estreia na B3 com cotas de R$ 10 e carteira formada por 80% de ações de infraestrutura e 20% de debêntures incentivadas ou Tesouro IPCA+

O BTG Pactual Asset Management lançou na B3 o DINF11, um ETF que combina renda variável e renda fixa em uma única carteira voltada à infraestrutura brasileira. O fundo estreou nessa quarta-feira (2), com cota inicial de R$ 10 e participação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) na iniciativa.

O DINF11 replica o Índice Teva Infraestrutura Híbrido e mantém 80% do patrimônio em ações de empresas relacionadas à infraestrutura. Os 20% restantes são direcionados a debêntures incentivadas ou títulos públicos Tesouro IPCA+.

Na composição inicial, a parcela de renda variável reúne 16 empresas, entre elas Axia (AXIA3), Motiva (MOTV3) e Allos (ALOS3). Já a exposição ao mercado de crédito engloba mais de 230 debêntures.

A estrutura permite ao investidor acessar, por meio de uma única cota, diferentes segmentos da infraestrutura, como energia elétrica, saneamento e concessões rodoviárias, além de combinar ativos de renda variável com títulos de renda fixa.

O ETF também foi selecionado em uma chamada pública do BNDES que prevê aportes de até R$ 200 milhões em cada um de até cinco fundos de índice direcionados à infraestrutura.

Segundo Tiago Lima, sócio e head de distribuição do BTG Asset, a escolha do setor está relacionada à necessidade estrutural de investimentos no Brasil em áreas como logística, mobilidade, energia e transmissão. A gestora vê espaço para que o produto atraia tanto pessoas físicas quanto investidores institucionais brasileiros e estrangeiros interessados em projetos de médio e longo prazo.

O lançamento ocorre em um período de expansão da indústria brasileira de ETFs. Para o BTG, esse crescimento resulta da combinação de mudanças regulatórias, ampliação da oferta de produtos, maior acesso à informação e transformação do comportamento dos investidores.

Entre as características que têm favorecido a expansão dos fundos de índice, a gestora aponta liquidez, transparência e a possibilidade de reunir diferentes ativos e estratégias em um único veículo. O avanço dos ETFs de renda fixa também contribuiu para ampliar o conhecimento desses produtos entre investidores brasileiros.

Apesar do crescimento recente, o BTG considera que a participação dos ETFs no mercado brasileiro ainda é pequena quando comparada à de mercados mais desenvolvidos, como o dos Estados Unidos, deixando espaço para expansão da indústria local.

O DINF11 faz parte dessa estratégia. Em agosto, a gestora já havia lançado o AMAB11, ETF direcionado ao desenvolvimento sustentável da Amazônia Legal e que replica o Índice Teva Amazonia Bonds. Enquanto o AMAB11 concentra sua tese na região amazônica, o novo produto amplia a exposição para diferentes áreas da infraestrutura nacional.

A expansão também aparece nos recursos administrados pela gestora nesse segmento. Segundo Lima, o BTG possuía aproximadamente R$ 1 bilhão sob gestão em ETFs em dezembro de 2024. Em junho de 2026, esse volume havia alcançado R$ 20 bilhões, crescimento de 20 vezes em cerca de um ano e meio.

Com novos produtos e maior participação de investidores institucionais e de varejo, a gestora aposta que os ETFs continuarão ganhando espaço no país. O DINF11 acrescenta a esse mercado uma estratégia híbrida, mas, como qualquer investimento, está sujeito aos riscos e às oscilações dos ativos que compõem sua carteira.

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