O apresentador Luciano Huck, da TV Globo, está avaliando a compra do Will Bank, instituição financeira digital controlada pelo Banco Master, em parceria com um grupo de investidores. As negociações ainda estão em estágio inicial, mas confirmam o interesse do comunicador em expandir sua atuação para o setor financeiro, segundo pessoas com conhecimento direto do assunto.
A disputa pelo Will Bank envolve ao menos quatro interessados, incluindo fundos de private equity e o Banco de Brasília (BRB), que já havia demonstrado interesse em adquirir a instituição. Huck é um dos nomes agora associados às conversas. O banco digital, criado em 2017 e adquirido pelo Master no ano passado, possui cerca de 9 milhões de clientes, com forte presença nas classes C e D e no Nordeste.
A aproximação de Huck com a fintech não é inédita. O programa “Domingão com Huck”, exibido pela Rede Globo, tem um de seus quadros patrocinados pela instituição. As “Willimpíadas”, que estreiam em 12 de outubro, premiarão o vencedor com R$ 1 milhão em barras de ouro e contarão com 200 participantes em provas inspiradas em educação financeira. Procurado, Huck afirmou por meio de sua assessoria que não comentaria o tema por não haver “nada concreto” até o momento.
A compra do Will Bank pode representar um alívio significativo para o Banco Master, que atravessa dificuldades financeiras e busca reduzir seu passivo. A instituição encerrou o primeiro semestre com R$ 14,4 bilhões em ativos, prejuízo de R$ 244,7 milhões e patrimônio líquido de cerca de R$ 300 milhões, segundo dados do Banco Central. Recentemente, o Master precisou recorrer a uma linha emergencial de R$ 4,5 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para honrar compromissos com investidores.
Essa linha venceu no início de outubro, aumentando a pressão para que o banco encontre uma solução, principalmente por meio da venda do Will Bank. Caso o negócio seja concretizado, ele pode ajudar a reduzir o risco de quebra do Banco Master e limitar o impacto sobre o sistema financeiro.









