Com a taxa Selic em 15% ao ano, muitos investidores voltaram a comparar a rentabilidade da poupança com aplicações atreladas ao CDI. A dúvida é comum: com juros elevados, o CDI rende mais que a poupança?
A poupança tem uma regra específica de rendimento. Quando a Selic está acima de 8,5% ao ano, como ocorre atualmente, a poupança rende 0,5% ao mês mais a Taxa Referencial (TR). Na prática, isso significa um rendimento anual próximo de 6% ao ano, considerando a TR próxima de zero.
Já o CDI acompanha de perto a taxa Selic definida pelo Banco Central. Com a Selic em 15% ao ano, o CDI tende a ficar muito próximo desse percentual. Assim, aplicações que rendem 100% do CDI podem oferecer retorno bruto perto de 15% ao ano, antes de impostos.
Na prática, a diferença é significativa. Enquanto a poupança pode render algo em torno de 6% ao ano, um investimento que acompanhe integralmente o CDI pode render mais que o dobro desse percentual. Mesmo após a incidência de Imposto de Renda, a diferença de rentabilidade tende a permanecer relevante.
É importante considerar também o perfil do investimento. A poupança oferece liquidez imediata e isenção de Imposto de Renda. Já aplicações atreladas ao CDI, como CDBs, fundos DI ou títulos públicos pós-fixados, estão sujeitas à tributação conforme o prazo. Quanto maior o tempo investido, menor a alíquota do imposto.
Outro fator a observar é a inflação medida pelo IPCA. Se a inflação estiver controlada e abaixo da taxa de juros, o ganho real das aplicações atreladas ao CDI tende a ser mais elevado. Em cenários de Selic alta e inflação moderada, a renda fixa ganha atratividade.
Além disso, decisões do Comitê de Política Monetária influenciam diretamente o comportamento da Selic e, consequentemente, do CDI. Caso o Banco Central sinalize manutenção dos juros em patamar elevado, o diferencial entre CDI e poupança pode permanecer significativo.
Para quem busca maior rentabilidade mantendo baixo risco, aplicações atreladas ao CDI costumam ser mais vantajosas que a poupança em cenários de juros elevados. Ainda assim, é fundamental avaliar liquidez, tributação e objetivos financeiros antes de decidir onde investir.
Com a Selic em 15%, o CDI tende a superar a poupança de forma expressiva. A escolha entre as duas opções depende do perfil do investidor, mas a diferença de rendimento se torna um fator decisivo quando os juros básicos estão em patamar elevado.









