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Ibovespa atinge 195 mil e intensifica apostas em nova máxima histórica

Ibovespa atinge 195 mil e renova máxima histórica; alta é impulsionada por petróleo acima de US$ 100 e mercado amplia apostas em novos recordes da Bolsa

A alta do petróleo impulsiona o Ibovespa nesta quinta-feira (9), levando o índice a novos recordes mesmo com a queda das bolsas em Nova York. Após forte recuo na véspera, o petróleo voltou a subir e superou US$ 100 o barril no caso do WTI, enquanto o Brent se aproximou desse patamar, refletindo incertezas sobre o cessar-fogo no conflito entre Estados Unidos e Irã. Por volta das 12h50, o índice avançava 1,46%, na faixa dos 195 mil pontos.

O movimento é puxado principalmente por ações ligadas a commodities, com destaque para a Petrobras, que subia cerca de 2,4%, acompanhando a valorização do petróleo. Já a Vale operava em queda, influenciada pelo recuo do minério de ferro na China. O avanço do petróleo ocorre em meio à escalada das tensões no Oriente Médio, após ataques de Israel no Líbano e novas restrições impostas pelo Irã no Estreito de Ormuz, elevando preocupações sobre inflação e juros globais.

Apesar da alta da Bolsa brasileira, o cenário externo segue marcado por cautela. “A Bolsa tem Petrobras, que pesa bastante, que a favorece”, afirma Kevin Oliveira, da Blue3, que ressalta a possibilidade de volatilidade diante da fragilidade do cessar-fogo. O Ibovespa já havia encerrado a sessão anterior em alta, renovando recordes após o anúncio de uma pausa temporária no conflito.

Mesmo com as incertezas, bancos internacionais mantêm visão positiva para o Brasil entre mercados emergentes, destacando exposição a commodities, fundamentos corporativos e valuation considerado atrativo. Instituições como Morgan Stanley e JPMorgan apontam que a estabilização do petróleo em níveis elevados e a redução de riscos globais podem sustentar o interesse de investidores.

No cenário macroeconômico, dados dos Estados Unidos indicaram pressão inflacionária acima do esperado, com alta do índice de preços de consumo (PCE), enquanto o crescimento do PIB foi mais fraco, reforçando um ambiente de incerteza para a política monetária. No Brasil, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou que as expectativas do mercado seguem como referência para a condução da política econômica diante do cenário global mais instável.

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