O Ministério da Fazenda afirmou que o governo federal possui um plano “consistente” para reduzir a dívida pública no médio e longo prazo, com detalhamento previsto no Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2027. A pasta destacou que há diferenças entre suas projeções e as do Fundo Monetário Internacional, atribuídas a critérios metodológicos distintos.
Segundo o ministério, o FMI considera no cálculo títulos que estão na carteira do Banco Central e que não financiam diretamente o Tesouro, o que ampliaria o volume total da dívida. Ainda assim, o governo afirma que essas divergências são conhecidas e não comprometem a avaliação do cenário fiscal.
Dados do Tesouro Nacional indicam que a Dívida Pública Federal, que encerrou 2025 acima de R$ 8,6 trilhões, pode atingir entre R$ 9,3 trilhões e R$ 10,3 trilhões em 2026, mantendo trajetória de crescimento. Já o FMI projeta que o endividamento alcance 96,5% do PIB em 2026 e chegue a 100% em 2027, acima da média dos países emergentes.
Diante desse cenário, o governo sustenta que há planejamento para conter o avanço da dívida, mas os dados apontam crescimento contínuo do endividamento. Com a dívida pública em patamar elevado, a discussão recai sobre a efetividade dessas estratégias e como conciliar planejamento fiscal com a expansão do endividamento.










