A 9ª edição do levantamento da Anbima, em parceria com o Datafolha, mostra um cenário de fragilidade financeira entre os brasileiros no fim de 2025. Cerca de 31% dos adultos não tinham nenhuma reserva, enquanto apenas 15% possuíam recursos suficientes para se manter entre seis meses e um ano. A maior concentração de pessoas sem poupança está nas faixas etárias entre 45 e 64 anos e entre 30 e 44 anos.
O estudo também aponta um “fôlego curto” das famílias. Além dos que não têm reserva, 10% conseguem se sustentar por apenas uma semana e outros 10% por até um mês. Na prática, mais da metade da população (51%) não possui segurança financeira mínima. Por outro lado, apenas 24% têm reservas acima de seis meses, indicando baixa capacidade de enfrentar imprevistos.
O número de investidores apresentou leve recuo, passando de 37% em 2024 para 36% em 2025, totalizando cerca de 60,6 milhões de pessoas. Ainda assim, há intenção de crescimento: 23,3 milhões de brasileiros que não investem afirmam que pretendem começar em 2026. Ao mesmo tempo, o conceito de investimento varia, já que muitos consideram negócios próprios ou compra de bens como formas de aplicação.
Outro destaque é o avanço das apostas online. O percentual de brasileiros que utilizam “bets” subiu para 17%, com maior adesão entre jovens da Geração Z. Em paralelo, o conhecimento sobre investimentos cresceu e atingiu 43% da população, o maior nível da série histórica, o que pode influenciar a entrada de novos investidores.
A poupança segue como principal porta de entrada, sendo o investimento mais conhecido e utilizado, embora esteja perdendo espaço entre investidores de maior renda e mais jovens. Aplicações como títulos privados, fundos e criptomoedas ganham relevância, com destaque para o fato de moedas digitais já serem mais lembradas do que imóveis.
A forma de buscar informação também mudou. Plataformas digitais e redes sociais lideram, enquanto a inteligência artificial começa a ganhar espaço, especialmente entre os mais jovens. Além disso, o estudo reforça que maior nível de educação financeira está diretamente associado a maior participação no mercado e maior diversificação dos investimentos.









