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Dólar sobe com combinação de ruídos domésticos e volatilidade do petróleo

Jaqueline Neo, da be.smart, explica por que o dólar subiu hoje e alerta: o mercado segue sensível a notícias e declarações

A alta do dólar para a faixa entre R$ 5,03 e R$ 5,06 reflete uma combinação de fatores domésticos e externos que elevaram a percepção de risco no mercado nesta sessão. A leitura é de Jaqueline Neo, Especialista em Câmbio e Crédito da be.smart, que decompõe os vetores por trás do movimento e avalia seu significado para as próximas sessões.

No cenário interno, Neo aponta que o investidor acompanha com atenção o ambiente político e os sinais emitidos pelo Banco Central sobre os próximos passos da política monetária — especialmente em relação aos juros e ao controle da inflação. Qualquer ruído nesse contexto tende a pressionar o câmbio de forma imediata, dado o nível de sensibilidade com que o mercado tem operado nas últimas semanas.

No plano externo, a volatilidade do petróleo também pesa sobre o real. A especialista explica que as oscilações na commodity alteram as expectativas sobre a inflação global, o fluxo de capital e a postura do Federal Reserve nos Estados Unidos — e em momentos de maior incerteza, o dólar costuma ganhar força frente às moedas emergentes, incluindo o real. Apesar do movimento de alta registrado na sessão, Neo pondera que ainda não se trata de uma disparada fora do padrão. “O mercado segue bastante sensível a notícias e declarações, o que deve manter o câmbio oscilando nas próximas sessões”, avalia a especialista.

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