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Itaú BBA projeta trimestre mais forte para Bradesco e mantém BTG favorito

Relatório do Itaú BBA destaca BTG como favorito do setor bancário e prevê lucro de R$ 7,1 bilhões para o Bradesco no segundo trimestre

O Itaú BBA avalia que o segundo trimestre continuará desafiador para o setor bancário brasileiro, em meio ao ambiente de juros elevados, maior preocupação com a inadimplência e redução do interesse de investidores estrangeiros pelo mercado local. Apesar desse cenário, o banco identifica oportunidades em algumas instituições que, na sua avaliação, apresentam maior capacidade de entregar crescimento de resultados e rentabilidade.

Entre os bancos tradicionais, o Bradesco aparece como a principal recomendação do Itaú BBA. Os analistas projetam lucro líquido de R$ 7,1 bilhões no segundo trimestre, crescimento de 16% na comparação anual, impulsionado pela expansão da carteira de crédito, avanço da receita financeira e desempenho consistente da operação de seguros.

Segundo o relatório, a carteira de crédito do Bradesco deve crescer aproximadamente 8% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto a receita líquida de juros pode avançar cerca de 12%. Ao mesmo tempo, o custo do risco deverá permanecer praticamente estável, próximo de 3,6%, refletindo a melhora observada na qualidade das concessões de crédito. Para o Itaú BBA, a combinação entre crescimento e rentabilidade torna o banco uma das principais apostas do setor, com múltiplos considerados atrativos.

Embora veja potencial no Bradesco, o banco afirma que seu favorito absoluto continua sendo o BTG Pactual. Na avaliação dos analistas, a instituição mantém um histórico consistente de crescimento dos lucros, apoiado na diversificação das linhas de negócios e no ganho contínuo de participação de mercado.

O Itaú BBA estima que o BTG registre lucro líquido de R$ 4,85 bilhões no trimestre, próximo do recorde histórico, com retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) de 25,3%. O desempenho deverá ser sustentado principalmente pela expansão de cerca de 27% da carteira de crédito corporativo, sem deterioração relevante na qualidade dos ativos, mesmo em um ambiente menos favorável para o mercado de capitais.

Entre os bancos digitais, o Nubank também permanece entre as preferências da instituição. O relatório projeta crescimento de aproximadamente 37% da carteira de crédito e expansão de cerca de 40% da receita líquida de juros em relação ao ano anterior. Além disso, os analistas avaliam que a redução do custo de crédito e os efeitos do programa Desenrola podem contribuir positivamente para os resultados da fintech.

A expectativa é de lucro líquido de R$ 4,8 bilhões, equivalente a aproximadamente US$ 950 milhões, avanço de 33% na comparação anual e retorno sobre o patrimônio líquido de 28,4%. O banco ressalta, contudo, que as despesas operacionais continuam crescendo em ritmo superior ao das receitas, fator que seguirá sendo acompanhado pelo mercado.

No sentido oposto, o Itaú BBA mantém uma visão mais cautelosa para Banco do Brasil, Santander Brasil e Inter. Segundo os analistas, as três instituições continuam enfrentando pressão sobre a margem ajustada ao risco, principalmente em razão do aumento das provisões para perdas com crédito.

Para o Banco do Brasil, a projeção é de lucro líquido de R$ 2,9 bilhões, queda de 25% em relação ao mesmo período do ano anterior, com retorno sobre o patrimônio líquido de apenas 5,8%. O banco deverá apresentar crescimento modesto da carteira de crédito, próximo de 1%, enquanto o custo do risco permanece elevado, em torno de 6,4%.

No caso do Santander Brasil, o Itaú BBA estima lucro líquido de R$ 3,6 bilhões, recuo de aproximadamente 1% na comparação anual e de 5% em relação ao trimestre anterior. Embora a carteira de empréstimos e a receita líquida de juros devam crescer, o aumento das despesas com provisões continua limitando a expansão dos resultados.

Para o Inter, a expectativa é de crescimento operacional consistente, com avanço de 23% da carteira de crédito e expansão de 28% das receitas na comparação anual. Ainda assim, o lucro líquido deverá permanecer praticamente estável, em torno de R$ 401 milhões, refletindo o ambiente mais desafiador para o setor financeiro.

Na avaliação do Itaú BBA, o comportamento dos bancos continuará sendo influenciado pela trajetória da política monetária, pela evolução da inadimplência e pelo cenário macroeconômico. Nesse contexto, instituições com maior diversificação de receitas, capacidade de geração de caixa e controle do risco de crédito tendem a apresentar desempenho relativamente superior ao dos concorrentes.

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