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Lucros e IA sustentam espaço para novas altas do S&P 500

Máximas históricas não significam fim da alta. Especialistas explicam por que o S&P 500 continua oferecendo oportunidades aos investidores

A renovação das máximas históricas do S&P 500 não significa que a bolsa americana tenha perdido potencial de valorização. Essa foi a avaliação de especialistas da Avenue e da Franklin Templeton durante o evento Onde Investir no Segundo Semestre. Para as gestoras, o crescimento dos lucros das empresas, a força da economia dos Estados Unidos e o avanço da inteligência artificial continuam sustentando o mercado.

O gestor Daniel Popovich afirmou que operar em níveis recordes é um comportamento recorrente do índice americano e que a expectativa de crescimento de cerca de 20% nos lucros corporativos, aliada ao mercado de trabalho aquecido e ao consumo resiliente, reforça o cenário positivo. Ele ponderou, no entanto, que as avaliações das empresas estão mais elevadas e exigem maior disciplina na alocação dos investimentos.

Na avaliação da diretora de investimentos da Avenue, Marcela Rocha, o setor de tecnologia segue como um dos principais motores da bolsa americana. “Quando a gente compara o lucro com o preço atual, ele está abaixo das médias dos últimos anos, indicando que o setor não estaria tão caro e não estaria com um valuation que traria receio neste momento”, afirmou. Segundo ela, áreas mais sensíveis aos juros, como o mercado imobiliário e parte do consumo, ainda enfrentam um ambiente mais desafiador.

As executivas defenderam que a diversificação internacional deve fazer parte da estratégia de longo prazo dos investidores, independentemente do momento do mercado. Para Marcela, a exposição dos brasileiros a ativos no exterior ainda é muito reduzida, o que limita o acesso a empresas e setores globais e aumenta a concentração dos investimentos no mercado doméstico.

Ela destacou que investir fora do país não significa apostar contra a economia brasileira, mas ampliar a diversificação da carteira, reduzir riscos e acessar oportunidades de crescimento que não estão disponíveis na bolsa brasileira. Segundo a executiva, essa estratégia ganha ainda mais importância em um cenário de transformações tecnológicas e expansão da inteligência artificial.

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