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Patrimônio no Tesouro Direto cresce 47% e supera R$ 221 bilhões, aponta B3

Número de investidores do Tesouro Direto sobe para 3,3 milhões, enquanto patrimônio atinge R$ 221,2 bilhões, aponta levantamento da B

O patrimônio dos investidores pessoa física em títulos do Tesouro Direto alcançou R$ 221,2 bilhões no primeiro trimestre de 2026, crescimento de 47% em relação ao mesmo período do ano anterior. Os dados fazem parte de um levantamento divulgado pela B3 sobre a evolução da participação dos investidores brasileiros nos diferentes segmentos do mercado financeiro.

O avanço ocorreu em um cenário de expansão da base de investidores e maior diversificação das carteiras. Segundo a bolsa, o número de pessoas físicas com aplicações no Tesouro Direto chegou a 3,3 milhões, alta de 13% na comparação anual.

Além do crescimento do Tesouro Direto, outros segmentos também registraram aumento do patrimônio sob custódia. Na renda variável, os investimentos de pessoas físicas avançaram 25% em um ano, enquanto a renda fixa apresentou crescimento de 19%.

O mercado de ETFs (fundos de índice negociados em bolsa) foi um dos destaques do período. A quantidade de investidores pessoa física aumentou 35%, alcançando 823,4 mil participantes. O patrimônio aplicado nesses produtos chegou a R$ 31,1 bilhões, alta de 72% em relação ao primeiro trimestre de 2025.

Segundo a B3, os investidores individuais já representam mais de um quarto de todo o patrimônio aplicado em ETFs negociados no mercado brasileiro. Para o diretor de Relacionamento com Clientes e Pessoa Física da bolsa, Felipe Paiva, o desempenho acompanha uma tendência observada em outros mercados e indica uma expansão consistente desse tipo de investimento no Brasil.

Os dados também mostram crescimento da participação de investidores fora dos principais centros financeiros. Entre 2020 e 2025, a quantidade de investidores do Tesouro Direto aumentou 83% na Região Norte e 85% na Região Nordeste, refletindo a ampliação do acesso aos títulos públicos em diferentes regiões do país.

No mercado acionário, a B3 contabilizou aproximadamente 4 milhões de investidores pessoa física, com patrimônio custodiado de R$ 435,6 bilhões, alta de 19% na comparação anual. Já os fundos listados reuniram 3,3 milhões de investidores e patrimônio de R$ 204 bilhões, crescimento de 31%.

Outro indicador que apresentou avanço foi o saldo mediano aplicado no Tesouro Direto. Em um ano, o valor passou de aproximadamente R$ 2 mil para R$ 2,8 mil, aumento de 37%, sinalizando maior volume médio investido por participante.

De acordo com o levantamento, os títulos indexados à taxa Selic e à inflação, como o Tesouro Selic e o Tesouro IPCA+, continuam concentrando mais de 70% de todo o patrimônio mantido pelos investidores no programa.

A expansão da base de investidores também foi impulsionada por mudanças recentes no programa. Em maio, a Secretaria do Tesouro Nacional e a B3 lançaram o Tesouro Reserva, modalidade que permite aplicações a partir de R$ 1 e negociação disponível diariamente, ampliando o acesso dos investidores aos títulos públicos federais.

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