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De Tesouro Selic a Bitcoin: 20 ETFs selecionados para setembro de 2026

XP, BTG e Genial selecionam 20 ETFs para setembro, com opções ligadas a Tesouro Selic, IPCA, prefixados, Ibovespa, S&P 500, ouro e Bitcoin

Os ETFs deixaram de ser apenas uma alternativa para investir em ações e hoje permitem montar uma carteira com exposição a diferentes classes de ativos sem sair da Bolsa. Uma seleção para setembro reúne 20 fundos negociados na B3 que aparecem nas carteiras recomendadas de XP, BTG Pactual e Genial, incluindo renda fixa, crédito privado, Bolsa brasileira, ações internacionais, ouro e Bitcoin.

O cenário de juros ainda elevados influencia diretamente as escolhas. Com a Selic em 14% ao ano após o corte de 0,25 ponto percentual em agosto, as instituições mantêm parcela relevante das carteiras em instrumentos pós-fixados e aumentaram a exposição aos prefixados de curto prazo.

A estratégia permite ao investidor acessar uma cesta de ativos por meio de uma única negociação. Entre os ETFs da seleção que informam o custo, as taxas de administração variam de 0,03% a 0,60% ao ano.

Tesouro Selic ganha espaço nas carteiras

Os ETFs que acompanham títulos públicos pós-fixados ocupam algumas das maiores posições recomendadas para setembro. Entre os fundos selecionados estão LFTX11, LIQB11 e LFTI11, todos voltados ao Tesouro Selic.

Na carteira conservadora da XP, os pós-fixados representam 71,5% da alocação. A Genial também mantém uma parcela elevada em liquidez, diante de um mês marcado por decisões de política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.

O BTG, por sua vez, substituiu o fundo anteriormente utilizado para essa finalidade pelo LIQB11. Segundo a instituição, a mudança reduz de 25% para 15% a tributação sobre ganho de capital.

ETF Classe/Função Peso indicado* Referência
LFTX11 Caixa remunerado 26% Tesouro Selic Low Turnover B3
LIQB11 Caixa remunerado 10% Teva Tesouro Selic
LFTI11 Caixa remunerado 45% Tesouro Selic

Crédito privado aparece no Brasil e no exterior

Outra parcela das carteiras é destinada ao crédito. O HGBR11 oferece exposição a títulos corporativos americanos com grau de investimento e proteção integral contra a variação cambial. O ETF aparece nas seleções de BTG e XP, com pesos de 2,5% e 10%, dependendo da carteira.

No mercado brasileiro, DEBB11 e GICP11 concentram a exposição a debêntures vinculadas ao CDI. A Genial atribui 20% ao GICP11 em sua carteira de renda fixa, tornando o fundo sua segunda maior posição.

ETF Classe/Função Peso indicado* Referência
HGBR11 Crédito global 2,5% e 10% Crédito corporativo americano
DEBB11 Crédito privado 15% Teva Debêntures DI
GICP11 Crédito privado 20% Debêntures indexadas ao CDI

ETFs de inflação dividem as instituições

As estratégias começam a divergir quando entram os títulos vinculados à inflação.

A XP mantém exposição ao Tesouro IPCA+ com vencimento em 2035 por meio do XB3511, aumentando sua participação conforme cresce a tolerância ao risco do perfil.

O BTG decidiu alongar a exposição à inflação, enquanto a Genial adotou uma abordagem diferente, priorizando títulos de menor prazo. A intenção é manter proteção contra a inflação sem aumentar excessivamente a sensibilidade às oscilações dos juros de longo prazo.

ETF Estratégia Peso indicado* Referência
XB3511 Inflação 25,5% Idex NTN-B 35
PACG11 Inflação 20% IMA-B
B5P211 Inflação 15% IMA-B 5

Essa diferença é relevante porque títulos mais longos tendem a apresentar oscilações maiores quando as expectativas para juros futuros mudam.

Prefixados curtos são consenso em setembro

Se há divergências nos títulos de inflação, os prefixados apresentam uma leitura mais uniforme. XP, BTG e Genial aumentaram a exposição à classe e concentraram as escolhas em ETFs de vencimentos relativamente curtos, com prazo médio próximo de dois anos.

A estratégia busca aproveitar as taxas atuais e uma eventual valorização dos títulos caso o ciclo de redução da Selic avance. Ao priorizar prazos menores, as instituições também reduzem a sensibilidade às oscilações dos juros longos, ainda influenciados pelo ambiente internacional e pelas incertezas fiscais brasileiras.

ETF Classe Peso indicado* Referência
PREX11 Prefixado 11% IRF-M P2
LTNB11 Prefixado 7,5% IRF-M
IRFM11 Prefixado curto 15% Prazo médio de aproximadamente 2 anos

Bolsa brasileira ocupa fatia menor

Apesar da recuperação recente do mercado acionário, a participação da Bolsa brasileira continua relativamente pequena nas carteiras analisadas.

O BTG divide sua exposição entre um ETF que acompanha o Ibovespa e outro voltado a exportadoras de commodities, estratégia utilizada também como forma de reduzir a exposição às oscilações do câmbio.

A Genial adicionou BOVA11 à carteira em setembro, buscando capturar uma possível reprecificação dos ativos brasileiros caso o ciclo de queda dos juros se consolide.

Já a XP utiliza o DIVO11, que acompanha empresas com histórico de dividendos, como alternativa de perfil mais defensivo. A instituição não inclui Bolsa brasileira em sua carteira conservadora.

ETF Exposição Peso indicado*
DIVO11 Ações de dividendos 6,5%
IBOB11 Ibovespa 5%
BOVA11 Ibovespa 10%

S&P 500 e semicondutores aparecem na parcela internacional

A diversificação internacional também está presente. O BTG divide sua exposição ao S&P 500 entre ETFs com e sem proteção cambial.

A XP mantém exposição ao índice americano com hedge cambial nos três perfis analisados. A Genial adota uma estratégia mais temática e utiliza um ETF de semicondutores, embora tenha reduzido pela metade o peso dessa posição em setembro.

Segundo a instituição, a diminuição decorre de um rebalanceamento da carteira e não representa mudança na avaliação sobre o ciclo de inteligência artificial.

ETF Exposição Peso indicado*
SPXH11 S&P 500 com proteção cambial 5,5%
SPXB11 S&P 500 10%
CHIP11 Semicondutores globais 10%

Ouro e Bitcoin entram na diversificação

Os ativos alternativos representam o ponto de maior diferença entre as estratégias.

A XP utiliza ouro com proteção cambial e commodities nos perfis moderado e sofisticado, buscando ativos com comportamento diferente de ações e renda fixa.

A Genial incluiu o GBTC11, ETF que acompanha uma estratégia baseada em ouro e Bitcoin. Aproximadamente dois terços da exposição do índice ficam concentrados em ouro, e a posição também adiciona exposição cambial à carteira.

O BTG adotou uma postura diferente e mantém zerada sua posição tática em investimentos alternativos, embora sua alocação estrutural reserve 5% para a categoria.

ETF Exposição Peso indicado*
GOLX11 Ouro com proteção cambial 2%
GBTC11 Ouro e Bitcoin 15%

Os 20 ETFs selecionados para setembro

Considerando todas as classes, a relação reúne os seguintes fundos:

ETF Principal função na carteira
LFTX11 Tesouro Selic
LIQB11 Tesouro Selic
LFTI11 Tesouro Selic
HGBR11 Crédito corporativo internacional
DEBB11 Debêntures
GICP11 Debêntures
XB3511 Tesouro IPCA+
PACG11 Títulos indexados à inflação
B5P211 Inflação de prazo menor
PREX11 Renda fixa prefixada
LTNB11 Renda fixa prefixada
IRFM11 Prefixados curtos
DIVO11 Ações brasileiras de dividendos
IBOB11 Ibovespa
BOVA11 Ibovespa
SPXH11 S&P 500 com proteção cambial
SPXB11 S&P 500
CHIP11 Semicondutores
GOLX11 Ouro
GBTC11 Ouro e Bitcoin

*Os percentuais correspondem às indicações encontradas nas diferentes carteiras recomendadas e não representam uma sugestão de que todos os ETFs devam ser combinados em uma única carteira.

A seleção mostra que a estratégia das instituições para setembro está mais concentrada em renda fixa do que em Bolsa. O ambiente de juros ainda elevados mantém o caixa remunerado relevante, enquanto os prefixados curtos ganham espaço diante da expectativa de continuidade do ciclo de redução da Selic.

Ao mesmo tempo, as instituições preservam parcelas menores em Bolsa brasileira, ativos internacionais e investimentos alternativos para diversificação. A composição adequada depende do perfil, do horizonte e da tolerância ao risco de cada investidor. As carteiras analisadas são de XP, BTG Pactual e Genial e não constituem garantia de rentabilidade futura.

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